MATO GROSSO
Mostra de Cenas da MT Escola de Teatro traz reflexão sobre movimento cultural da década de 1960
MATO GROSSO
Os estudantes da MT Escola de Teatro realizam a 17ª edição da Mostra de Cenas, nesta quinta e sexta-feira (3 e 4.7), a partir das 19h30, no Cine Teatro Cuiabá. Com o tema “Tropicália: O que Restou em Nós?”, as apresentações convidam o público a refletir sobre o legado do movimento cultural brasileiro da década de 1960.
“A tropicália revolucionou a música e a arte do país ao misturar elementos da cultura popular com influências internacionais, deixando uma marca permanente na cultura brasileira e inspirando gerações a romper com padrões e buscar novas formas de expressão”, destaca o coordenador da MT Escola de Teatro, Flávio José Ferreira.
A 17ª Mostra de Cenas reúne as produções artísticas dos alunos do primeiro e do último semestre do curso superior de Tecnologia em Teatro, distribuídos em cinco núcleos para apresentar espetáculos teatrais com foco em diversas áreas da produção cênica. Resultado dos estudos do semestre, cada apresentação tem como objetivo aprimorar as habilidades aprendidas nas áreas de ênfase do curso: Atuação, Dramaturgia, Direção, Sonoplastia, Produção Cultural, Iluminação, Cenário e Figurino.
Credenciado pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), o curso superior de Tecnologia em Teatro é oferecido gratuitamente pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), em parceria com a Associação Cultural Cena Onze.
Os ingressos para assistir as apresentações da 17ª Mostra de Cenas custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) e podem ser adquiridos pelo Sympla (link aqui).
Confira a programação da Mostra:
Quinta-feira (3.7) – 19h30
Núcleo 1: Terra em Conflito
Sinopse: Em um Brasil profundo e pulsante, “Terra em Conflito” acompanha o embate entre Luiz Carlos Mantovani, um poderoso fazendeiro conservador, e seus rivais Iara, Caio e Raul Maurício. Em meio ao choque de gerações, culturas e visões de mundo, as histórias do passado começam a ser desvendadas, trazendo à tona revelações e conflitos.
Núcleo 2: A Mandioca é Nossa
Sinopse: A narrativa de “A Mandioca é Nossa” mostra como a memória, a resistência cultural e as disputas pelo espaço público se entrelaçam na comunidade da Praça da Mandioca, em Cuiabá. Ela revela o conflito entre o passado de opressão, representado pela ditadura militar e a escravidão, e o presente, onde diferentes forças sociais, religiosas e econômicas lutam pelo controle do espaço e da memória coletiva. A cena destaca a resistência da comunidade, como Telma Teimosa, que luta contra a tentativa de transformar a praça em um espaço de comércio de soja ou de construção de igrejas, e Sofia Fissura, que representa a mistura de culturas, crenças e identidades, refletindo a complexidade do Brasil contemporâneo.
Núcleo 3: Fora de Cena
Sinopse: “Tropicalismo, o que restou em nós?”. Na rua de “Fora de Cena”, vemos os dois lados do que restou da época em que este movimento revolucionário surgiu. De um lado, a insistente tentativa de silenciamento de vozes e existências que ousam seguir seus próprios tons e caminhos; do outro, o canto de quem persiste em resistir.
Sexta-feira (4.7) – 19h30
Núcleo 1: E Você?!
Sinopse: “Tropicália do final da década de 1960 e seu reflexo no presente de 2025, revelando novas formas de expressão, resistência cultural e o fortalecimento das diferenças. Elementos como música, cor, literatura, linguagem, som, ironia, sexualidade, humor, religião, ditadura, repressão e nudez, entre tantas marcas desse movimento, surgem como convite para refletirmos: eu posso ressignificar, mas…”
Núcleo 2: Histórias Dentro de um Copo Sujo: A Balbúrdia do Tempo
Sinopse: Em um país sufocado por uma ditadura opressora, a arte é uma afronta a ser silenciada. Nesse contexto, surge o “cafofo” da Lindsay, um simulacro de bar em decadência, que se torna um reduto da resistência. Entre garrafas vazias, poeira da incerteza, canções, memórias e vidências futuristas, um grupo de artistas transforma o “cafofo” em um lar sagrado, feito de afetos onde a liberdade resiste. Quando o autoritarismo bate à porta, eles devem decidir entre fugir ou resistir. Esse espetáculo, inspirado em fragmentos da história brasileira, sobretudo da ditadura militar, mistura passado, presente e futuro para lembrar que na arena da luta, a arte se torna arma potente contra o silenciamento.
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
Primeiro dia de júri do caso Zampieri ouve seis testemunhas
O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá encerrou, nesta terça-feira (29), o primeiro dia de julgamento de três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri. A sessão será retomada nesta quarta-feira (30), às 9h, com a continuidade da instrução em plenário.Ao longo do dia, foram ouvidas seis testemunhas. Prestaram depoimento o delegado da Polícia Civil Nilson André Farias de Oliveira, responsável pelas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP); o delegado da Polícia Federal Marco Bontempo; o empresário José Marcos Marini; Mariana Costa Pinto; Lucilene Gonçalves da Silva; e o delegado da Polícia Civil Edilson Ricardo Pick.Durante as oitivas, os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins concentraram os questionamentos na reconstituição da dinâmica do homicídio, no planejamento da ação criminosa e nos elementos probatórios produzidos ao longo das investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal.O julgamento apura a responsabilidade de Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Antônio Gomes da Silva é apontado como autor dos disparos que vitimaram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime, enquanto Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é acusado de integrar a empreitada criminosa.A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também atua na acusação, como assistente do Ministério Público, o advogado Giovani Santin.Os trabalhos serão retomados na manhã desta quarta-feira (30), quando haverá continuidade das demais fases previstas para o julgamento.Fotos: TJMT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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