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De Atlanta à Lituânia, conheça as locações da série Stranger Things

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De Atlanta à Lituânia, conheça as locações da série Stranger Things
Maurício Brum

De Atlanta à Lituânia, conheça as locações da série Stranger Things

Descobertas sombrias e poderes sobrenaturais embalam a trama de um dos maiores sucessos da Netflix: a série norte-americana Stranger Things, que estreou em 2016 e ainda terá mais uma temporada. Responsável por alavancar a carreira de nomes como Millie Bobbie Brown, Finn Wolfhard e Noah Schnapp, a produção narra os mistérios da pacata e fictícia Hawkins, na Indiana.

Embora a cidade não exista fora da trama, ainda é possível conhecer as locações da série. A maioria das cenas foi gravada em Atlanta, no estado da Geórgia. Mas, alguns episódios contaram com um escopo muito maior de locações, que incluiu gravações no Novo México e em Vilnius, na Lituânia.

Enquanto os fãs esperam a estreia da quinta e última temporada, que está prevista para 2025, que tal conhecer as locações onde foram gravadas algumas das principais cenas da série?

Ah, o texto a seguir contém spoilers.

Geórgia: uma verdadeira imersão em Stranger Things

Desde a primeira temporada, a capital da Geórgia, Atlanta, e algumas de suas cidades vizinhas foram utilizadas como substitutas para a fictícia Hawkins. Muitos desses lugares existem e ainda podem ser contemplados pelos fãs da série.

O exterior da casa da família Wheeler, por exemplo, pode ser vislumbrado na Piney Wood Lane, em East Point. Entretanto, os ambientes internos, tanto da casa dos Wheeler quanto dos Byers, foram criados no Screen Gem Studios em Atlanta – que, por ainda ser um estúdio funcional, não abre para visitas.

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A pedreira Bellwood Quarry, que aparece na primeira temporada, também existe e fica na parte oeste da cidade. Na trama, o local se chama Sattler Quarry e é onde foi encontrado o corpo falso de Will Byers. A piscina comunitária South Bend Pool, na Lakewood Avenue, é outra locação em Atlanta. Ela cede espaço para a Hawkins Community Pool, que aparece na terceira temporada.

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Prédio de Briarcliff, na Emory University, deu lugar ao laboratório de onde Eleven escapa no começo da trama Emory University/Reprodução

O Hawkins National Laboratory , de onde Eleven escapou no início da trama, é, na verdade, a fachada de um prédio na propriedade de Briarcliff da Emory University. Algumas das cenas no Edifício A, onde foram conduzidos os experimentos na protagonista, são parte do antigo Georgia Mental Health Institute, um hospital psiquiátrico abandonado, cuja demolição foi acordada em 2022.

Fora da capital georgiana, é possível encontrar a Delegacia de Polícia de Hawkins, que, na realidade, é a antiga Prefeitura de Douglasville, situada na Courthouse Square. Nessa mesma cidade, está o lote comercial que serviu como Palace Arcade, onde Mike, Dustin, Lucas e Will conhecem Max Mayfield, na segunda temporada. Bem ao lado do fliperama, está a loja que serve como a Family Video, onde Steve e Robin trabalham.

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Shopping center abandonado ambientou o fictício Starcourt Mall Mike Kalasnik/CC BY-SA 2.0/Wikimedia Commons

Já o Starcourt Mall, que é uma das mais emblemáticas locações da terceira temporada, foi ambientado em um complexo abandonado do Gwinnett Place Mall em Duluth, ao norte de Atlanta. Uma ala da antiga construção foi totalmente reformada para criar a atmosfera retrô da série.

Outro espaço que existe fora da ficção é a mansão assombrada de Victor Creel, introduzida na quarta temporada. Na verdade, o local se chama Claremont House e fica em Rome, cidade a mais de 100 km da capital Atlanta.

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Lenora Hills fica em Albuquerque, no Novo México

Após o fim da terceira temporada, a família Byers precisou sair às pressas de Hawkins. Com a ajuda do Dr. Sam Owens, Joyce, seus dois filhos e Eleven se instalaram na também fictícia Lenora Hills, na Califórnia.

As filmagens, contudo, nem sequer ocorreram em terras californianas. Na verdade, elas foram feitas em Albuquerque, a maior cidade do Novo México. A escolha do local teve como objetivo recriar o clima árido e as formações rochosas do sul da Califórnia e do deserto de Nevada.

As paisagens naturais foram o principal atrativo da locação, mas não o único. Alguns pontos mais específicos da cidade também foram escolhidos para compor os cenários de Stranger Things, como a escola Eldorado High School, que cede espaço para a Lenora Hills High School na trama.


A pista de patinação Rink-O-Mania, frequentada por Will, Mike e Eleven no segundo episódio da temporada, é outra que existe fora da série. O estabelecimento se chama Skate-O-Mania e fica em Paisano Street.

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Ainda foram feitas gravações no Cafe 66, situado na Central Avenue, em Albuquerque. O local fictício se chama County Line Cafe e é onde Eleven e o Dr. Sam Owens pediram um Club Special e waffles . Na trama, os personagens vão embora antes de saborear os pedidos. Mas, na realidade, não deve ser assim. Vale a pena experimentar os pratos dessa charmosa cafeteria de família.

Nessa mesma temporada, Mike e Eleven dividem uma pizza de abacaxi no Surfer Boy Pizza. O restaurante realmente existe, só que com outro nome: o Aliberto’s Real Fresh Mexican Food fica em Los Lunas, uma vila na região da cidade. Ao visitar o local, aproveite para sentar na mesma mesa que o casal e experimentar as estrelas da casa: a “Carne Asada Fries” e os churros de caramelo.

A cidade ainda abriga o Netflix Albuquerque Studios, frequentemente usado para gravar cenas internas, mas que não costuma abrir para visitação.

Um dia na casa de Will Byers

Há mais uma experiência imperdível para os fãs que visitam Albuquerque. Na Montgomery Boulevard Avenue, está a casa para a qual a família Byers se mudou na quarta temporada. E, não para por aí: é possível se hospedar no local pelo Airbnb.

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Para entrar bem no clima, casa inclui sala de jogos arcade Airbnb/Reprodução

Com uma sala de jogos e alguns objetos clássicos da série, o espaço é ideal para recriar as suas cenas favoritas, enquanto aproveita a visão das montanhas. Tudo isso com muito conforto e espaço para até 12 hóspedes. A diária sai por cerca de R$ 3,1 mil.

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Lituânia, a “Rússia” de Stranger Things

Alerta de spoiler! No final da terceira temporada, Hopper sobrevive a uma explosão e vai parar em uma prisão russa de segurança máxima. Engana-se, entretanto, quem pensa que essas cenas foram mesmo gravadas na Rússia.

Na realidade, as gravações foram feitas na Lituânia, um país leste europeu com cerca de 2,7 milhões de habitantes. Para captar as paisagens invernais, a equipe de filmagem desembarcou na capital Vilnius. As cenas Hopper foram gravadas em uma antiga prisão czarista no centro da cidade, chamada Lukiškės Prison.

Com uma arquitetura sombria, o edifício funcionou entre os anos de 1904 e 2019. Depois das filmagens, a penitenciária foi transformada em um centro artístico aberto ao público, que conta até com cela temática inspirada na série. Agora, a construção abriga obras de pelo menos 250 artistas e pode ser visitada em tours noturnos e diurnos, que custam entre € 15 e € 20.

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Fonte: Turismo

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Caminhos da Serra do Mar: conheça a trilha de longo curso desenhada à sombra do pico Dedo de Deus

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Quem decide se aventurar pelas montanhas da Região Serrana e da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, logo encontra a sinalização amarela, característica das trilhas de longo curso brasileiras. Em meio ao contorno da tradicional pegada de bota, um detalhe marcante simboliza a identidade do trajeto: os raios do sol se pondo suavemente atrás do pico Dedo de Deus. 

Essa marca guia os passos dos visitantes na rota Caminhos da Serra do Mar, modalidade exclusiva para caminhada, que abrange cerca de 300 km de extensão.

A trilha tem início no distrito de Suruí, no município de Magé, e segue até Nova Friburgo. Ao longo do percurso, o caminhante atravessa diversos ecossistemas da Mata Atlântica, como matas de encosta, campos de altitude, paredões rochosos, picos, poços e cachoeiras, chegando à majestosa Pedra do Sino, com 2.275 metros de altitude.

A rota atravessa diversos municípios fluminenses, incluindo Magé, Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim e Nova Friburgo e passa pelas Unidades de Conservação do Mosaico da Mata Atlântica Central Fluminense, integrando áreas como o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), o Parque Estadual dos Três Picos,  as áreas de proteção ambiental de Petrópolis e Macaé de Cima, Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), vilarejos e propriedades privadas.

A versatilidade é um dos pontos fortes dos Caminhos da Serra do Mar. A rota pode ser percorrida de forma contínua ou dividida em seções independentes. O primeiro núcleo da trilha reúne itinerários como o Caminho do Ouro, a Travessia Cobiçado–Ventania, a trilha uricanal, o Morro do Açu, a Travessia Petrópolis–Teresópolis e a Pedra do Sino.

Caminho do Ouro (Atalho do Proença)

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Com cerca de 6 km de extensão, liga a Vila Inhomirim, em Magé, ao Alto da Serra, em Petrópolis. Aberto em 1723 para transportar o ouro de Minas Gerais até o Rio de Janeiro, o trecho é um mergulho na história colonial do país. Nele, o caminhante observa o calçamento da antiga estrada carroçável da Serra da Estrela e os vestígios da primeira ferrovia do país, que ligava o Porto de Mauá à Vila Inhomirim.

Travessia Cobiçado–Ventania

Com aproximadamente 12 km de extensão, em grande parte percorridos sobre cristas de montanhas, o percurso passa por cumes conhecidos, como o Pico do Cobiçado, o Morro dos Vândalos, a Pedra do Diabo, o Tridente e o Alto do Ventania (atingindo cerca de 1.740 metros de altitude), oferecendo paisagens panorâmicas das cidades do Rio de Janeiro e Petrópolis.

Trilha Uricanal

Ao longo de 6 km, faz a ligação estratégica entre os bairros do Caxambu e do Bonfim. Tem como marca registrada o acompanhamento do leito do rio, com poços e pequenas cachoeiras adequados para banho e descanso, além da opção de visita a um bosque de pinheiros centenários.

Morro do Açu

Com 2.216 metros de altitude, é acessado pela sede do PARNASO, no Vale do Bonfim, passa pela Cachoeira Véu de Noiva (30 metros de queda, ideal para a prática de rapel e cachoeirismo) e leva a formações rochosas dos Castelos do Açu. É muito procurada para pernoite e contemplação do nascer do sol.

Travessia Petrópolis–Teresópolis e a Pedra do Sino

Conecta o Morro do Açu à Pedra do Sino em um trajeto de 9 km pela parte alta da Serra dos Órgãos. O visitante percorre seis vales e campos de altitude repletos de plantas endêmicas, com vistas para até sete municípios fluminenses.

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O ponto alto do circuito é a Pedra do Sino, a 2.275 metros de altitude, marco do montanhismo nacional. A descida até a sede do PARNASO, em Teresópolis, se dá por 11,5 km de trilha, passando pela Cachoeira do Papel e se conectando ao trecho inicial da rota.

Como chegar e o que fazer

A rota pode ser acessada por diferentes municípios, como Magé, Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim e Nova Friburgo. O viajante tem a liberdade de planejar desde passeios curtos de um dia até expedições de vários dias.

Entre as principais atividades disponíveis ao longo do trajeto estão:

  • Observação de fauna e flora

  • Observação de aves (birdwatching)

  • Mirantes e contemplação nos picos

  • Banhos de cachoeira e poços naturais

  • Visitas a grutas e museus históricos

Trilhas de longo curso

Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 unidades de conservação (UC). Juntas, as trilhas possuem mais de 25.000 km planejados. Cada rota é identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que podem ser personalizadas inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente.

As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, não se resumindo a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outros atrativos.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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