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Desenvolvimento Agrário estuda programa “desenrola” para a agricultura

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O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, anunciou que a equipe econômica está avaliando a possibilidade de criar um programa “Desenrola Rural” voltado para a renegociação de dívidas de pequenos produtores.

Paulo Teixeira explicou: “Tendo em vista o enorme sucesso do programa Desenrola para a sociedade brasileira, nós agora pedimos a ele [Haddad] se nos ajuda a desenhar um programa de ‘Desenrola Rural’ para o pequeno agricultor, tendo em vista que esse produtor às vezes tem um cheque que voltou, tem dívida com fornecedor, com crédito rural, com Estado. Se ele pode participar de programa para limpar seu nome e assim tomar um crédito agrícola e voltar a produzir.”

O ministro destacou que a proposta foi bem recebida por Haddad, acrescentando: “O ministro viu com bons olhos e autorizou que sua equipe estude um programa.”

Ele ressaltou que a implementação da medida está prevista para o próximo ano: “Vamos começar essa construção agora, mas creio eu que tenha que repercutir em 2024.” O objetivo é permitir que os produtores renegociem suas dívidas e voltem a acessar o crédito rural, visto que a oferta por meio do Plano Safra está, segundo o ministro, “muito favorável.”

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Fonte: Pensar Agro

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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