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Aula inaugural dá início à 2ª edição do programa de aceleração de negócios criativos no Estado

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MATO GROSSO

Com aula inaugural nesta quarta (12.07) e quinta-feira (13.07), a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e Oi Futuro deram início ao ciclo de aceleração do MOVE_MT 2023. Em sua segunda edição, o programa oferece uma jornada de capacitação para possibilitar o desenvolvimento sustentável e rentável a 20 iniciativas da economia criativa em Mato Grosso.

“É imensurável a satisfação em dar início ao MOVE 2 e continuar oferecendo aprendizados que ajudarão as iniciativas mato-grossenses a terem uma forma sustentável de desenvolvimento. O sucesso dessas iniciativas de impacto cultural e social será o nosso sucesso e de todo o Estado, por isso acreditamos e trabalhamos muito para isso, contem conosco para deslanchar”, lembrou aos participantes o secretário da Secel, Jefferson Carvalho Neves.

Durante seis meses, os responsáveis pelas iniciativas irão passar por 1.700 horas de capacitação e mentorias em gestão, inovação, impacto social, criatividade e comunicação. Ao final do ciclo, as cinco iniciativas mais bem avaliadas receberão prêmios no valor total de cerca de R$ 350 mil e poderão realizar um intercâmbio no Lab Oi Futuro, no Rio de Janeiro (RJ), em que farão uma imersão no ecossistema da economia criativa da cidade.

Na aula inaugural desses dois primeiros dias são abordadas informações sobre a programação e a metodologia do ciclo de aceleração, além do workshop ‘Estruturando Negócios de Impacto’. As próximas atividades envolvem ainda modelagem dos negócios por meio de um mapa de diagnóstico para definição de prioridades de desenvolvimento e atuação de cada projeto ou negócio selecionado.

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“O Move é um programa que concretiza uma política de desenvolvimento, feito de forma colaborativa numa pegada que potencializa as iniciativas criativas de Mato Grosso. Temos muito orgulho desse programa que, inclusive, já está sendo copiado por outros Estados. Contamos com todos aqui para levar a mensagem da importância da economia criativa e sejam bem-vindos a essa jornada de capacitação”, disse o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura, na mensagem de boas-vindas aos participantes.

Resultados

O programa é voltado para quem atua no mundo das artes, negócios digitais e em criações funcionais (urbanismo, moda, gastronomia, turismo, etc). Em sua primeira edição, a aceleração atendeu 30 negócios do segmento da economia criativa mato-grossense. Confira o e-book final AQUI.

“Os participantes da primeira edição são hoje influenciadores e defensores do programa por causa dos resultados de crescimento obtidos com a aceleração, houve muitos avanços, inclusive financeiros para esses projetos. E eles são exemplos que nos ajudaram a promover a continuidade do MOVE-MT”, expôs a superintendente de Desenvolvimento da Economia Criativa na Secel, Keiko Okamura.

Nessa segunda edição, dentre os selecionados estão iniciativas de vários municípios mato-grossenses, que incluem Aripuanã, Cuiabá, Poconé, Juína, Campo Verde, Santo Antônio de Leverger, Chapada dos Guimarães, Cáceres e Várzea Grande. A seleção ocorreu por meio de edital público.

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Para Flávia Firmini, que representa o projeto ‘Apoio à Cadeia de Valor do Cacau no Noroeste de MT, de Juína, a participação no programa busca agregar valor ao produto típico da Amazônia mato-grossense.

“Estamos aqui para poder estruturar a empresa, mas mais do que isso, queremos levar esse conhecimento aos pequenos produtores que também são empreendedores. Queremos agregar valor, gerar impacto de renda para toda a cadeia produtiva do cacau e mostrar que a cultura de produção familiar pode ser levada muito além da nossa região”.

De Várzea Grande, a Associação das Manifestações Folclóricas de Mato Grosso (AMFMT) foi uma das iniciativas selecionadas e, Celi Minas Novas, que representa o movimento, também falou sobre a expectativa com o programa.

“Nosso objetivo nesse ciclo de aceleração é aprender bastante e mostrar que é possível sobreviver de cultura, que a cultura também pode trazer renda. Que todos os envolvidos nesse movimento, do artesão à doceira, acreditem na potência do setor cultural”, destacou Celi.

Conheça todos os projetos selecionados no MOVE_MT 2 (link aqui).

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Procuradorias e CAOs definem prioridades para o próximo biênio

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Educação inclusiva, saneamento básico, gestão de resíduos sólidos e qualidade da água estão entre as prioridades já definidas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) para o Plano Geral de Atuação (PGA) 2027-2028. As deliberações ocorreram durante as três primeiras oficinas promovidas pela Subprocuradoria-Geral de Justiça de Planejamento e Gestão (Subplan), que reúne membros e equipes técnicas para avaliar os resultados dos projetos estruturantes em execução e traçar as estratégias para o próximo biênio. Até o momento, foi aprovada a continuidade dos projetos Abraçando as Diferenças – Escola para Todos, Asas – Água e Saneamento Sustentáveis, Caminhos da Sustentabilidade – MT Sem Lixão e Cibus – Segurança Alimentar.As oficinas são conduzidas pela equipe do Departamento de Planejamento e Gestão (Deplan) e integram o processo de construção do PGA 2027-2028, etapa vinculada à execução do Planejamento Estratégico Institucional (PEI) 2024-2031. O objetivo é avaliar os resultados dos projetos estruturantes desenvolvidos no ciclo 2024-2026, revisar estratégias, atualizar diagnósticos e definir as diretrizes que orientarão a atuação institucional nos próximos anos.Na primeira oficina, realizada na última sexta-feira (9), participaram o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico; a promotora de Justiça e coordenadora adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Educação, Patrícia Eleutério Campos Dower; e os promotores de Justiça coordenadores-adjuntos do CAO Pessoa com Deficiência, Sasenazy Soares Rocha Daufenbach e Milton Pereira Merquiades.Durante o encontro, foi aprovada a continuidade do projeto Abraçando as Diferenças – Escola para Todos, que busca ampliar a oferta e qualificar o atendimento educacional especializado sob a perspectiva da educação inclusiva. A iniciativa promove ações voltadas ao acesso, à permanência e à aprendizagem de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino. Com 86,36% de execução, o projeto apresenta desempenho expressivo no atual ciclo de planejamento.Ao defender a manutenção da iniciativa, José Antônio Borges Pereira ressaltou que a educação inclusiva demanda atuação contínua e articulada. “Nós chegamos à conclusão de que deveríamos continuar em relação à educação inclusiva. Porque isso é um processo longo, é uma mudança de cultura, paradigma, resistências dos próprios órgãos governamentais, discriminação, enfim. Então optamos por continuar”, afirmou.A promotora de Justiça Patrícia Eleutério Campos Dower destacou a importância das ações de capacitação previstas para o próximo ciclo. “A ideia era justamente trazer conteúdos que pudessem não só ajudar o nosso público interno, mas também os profissionais da educação. Se a gente continua com o projeto, a gente vai ter bastante coisa para fazer, porque nós vamos ter que acompanhar os municípios na implementação dessa política”, observou.Entre os encaminhamentos definidos para o biênio 2027-2028 estão a ampliação das ações de capacitação nos 142 municípios mato-grossenses, o fortalecimento das estratégias voltadas ao atendimento educacional especializado e a implementação de um curso de 40 horas sobre educação inclusiva.Já na oficina realizada na terça-feira (13), participaram a procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, titular da Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa Ambiental e Ordem Urbanística; a coordenadora do CAO Patrimônio Histórico e Cultural, do Meio Ambiente Urbano e de Assuntos Fundiários (Urbe), promotora de Justiça Mariana Batizoco Silva Alcântara, e os coordenadores-adjuntos, promotores de Justiça Márcio Florestan Berestinas e Daniela Moreira Augusto.Durante a reunião, foi definida a continuidade dos projetos Asas – Água e Saneamento Sustentáveis e Caminhos da Sustentabilidade – MT Sem Lixão. Os participantes avaliaram os resultados obtidos desde 2024, discutiram a inclusão de novas regiões e revisaram estratégias para ampliar o alcance das ações voltadas ao saneamento básico e à gestão de resíduos sólidos em Mato Grosso.O projeto Asas – Água e Saneamento Sustentáveis busca promover o avanço do saneamento básico no estado, contribuindo para a universalização do acesso à água potável e aos serviços de esgotamento sanitário. Com 90,75% de execução, apresenta um dos maiores índices de cumprimento das metas previstas no atual ciclo de planejamento.Já o Caminhos da Sustentabilidade – MT Sem Lixão tem como objetivo fomentar a destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e a erradicação dos lixões por meio da regionalização dos serviços, do fortalecimento dos consórcios públicos e da implantação de aterros sanitários. Atualmente, o projeto registra 70,95% de execução.Para a promotora de Justiça Mariana Batizoco Silva Alcântara, os resultados alcançados demonstram a relevância das iniciativas para o fortalecimento das políticas públicas ambientais. “Os projetos vêm apresentando resultados consistentes e a proposta agora é ampliar esse trabalho, incorporando novas regiões e aperfeiçoando as estratégias já desenvolvidas ao longo dos últimos anos”, afirmou.Outro tema debatido foi a necessidade de ampliar os investimentos em saneamento básico e gestão de resíduos sólidos. Segundo o promotor de Justiça Márcio Florestan Berestinas, a insuficiência de recursos destinados aos municípios ainda representa um dos principais obstáculos para o avanço das ações na área.“O maior desafio que nós temos nesse período histórico foi que o Governo do Estado não priorizou a questão do saneamento. O Governo do Estado precisa abraçar a questão do saneamento básico e da destinação adequada de resíduos sólidos com prioridade, parar com o discurso e colocar as coisas em prática”, ressaltou.Como alternativa para fortalecer a execução das iniciativas, a procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos sugeriu a utilização de recursos oriundos de acordos e indenizações ambientais, por meio do Banco de Projetos, Fundos e Entidades (Bapre).“A dificuldade ou entrave era exatamente orçamentário. Não pela falta de interesse dos gestores, mas pela deficiência de recursos. Por isso sugeri que valores oriundos dos acordos firmados sejam destinados à concretização dos projetos já idealizados e estruturados. Com o Ministério Público à frente da articulação e da execução, teremos resultados ainda mais satisfatórios para a sociedade”, avaliou.A terceira oficina ocorreu nesta quarta-feira (14) e contou com a participação do procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira e do promotor de Justiça e coordenador do CAO Saúde, Milton Mattos da Silveira Neto. No encontro, foi aprovada a continuidade do projeto Cibus – Segurança Alimentar, que passará a concentrar suas ações na verificação da qualidade da água consumida pela população.“Preocupados com o grande volume de demandas na área da cidadania e com a rotina das promotorias, trouxemos como proposta para os próximos anos dar continuidade às ações de segurança alimentar, com foco específico na verificação da qualidade da água potável. A proposta é realizar um levantamento nos 142 municípios, por meio da análise da água consumida pela população, para verificar a qualidade”, explicou José Antônio Borges Pereira.Milton Mattos da Silveira Neto destacou que a iniciativa tem como referência uma experiência já desenvolvida em Cuiabá. “Já tivemos uma experiência em Cuiabá que mostrou a importância desse acompanhamento. Foram identificados problemas no monitoramento da qualidade da água por falta de insumos para coleta e análise, mas a situação foi regularizada após a atuação do Ministério Público”, relatou.Segundo o promotor de Justiça que coordena o Cibus em Cuiabá, a experiência demonstrou que, mesmo em uma cidade com maior estrutura de monitoramento, a intervenção do Ministério Público foi necessária para corrigir falhas no controle da qualidade da água. Na avaliação dele, o cenário pode ser ainda mais desafiador em municípios menores, reforçando a importância da ampliação do projeto para todo o estado.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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