MATO GROSSO
Artesãos de Mato Grosso comercializaram mais de R$ 160 mil na maior feira da América Latina
MATO GROSSO
Para o evento, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) selecionou, por meio da coordenação do Programa do Artesanato Brasileiro de Mato Grosso (PAB/MT), 70 artesãos mato-grossenses. Destes, dez estão presencialmente na Fenearte e 60 atuam de forma indireta, com o envio de peças para também serem expostas e comercializadas durante os 11 dias de evento, que possui uma forte característica cultural e grande ligação com o setor turístico.
O estande do Estado de Mato Grosso é um dos mais visitados na Fenearte, que no ano passado chegou a receber cerca de 300 mil pessoas. Lá, entre os produtos expostos estão referências marcantes do Estado, como tecelagem, artesanato indígena, sementes, cestaria. Participam artesãos de etnias indígenas mato- grossenses como os umutinas e Waurás, e dos municípios São José do Rio Claro, Várzea Grande, Barra do Bugres, Canarana, Gaúcha do Norte, Cuiabá, Paranatinga, Poxoréo, Poconé, Chapada dos Guimarães.
A coordenadora do Programa Artesanato Brasileiro de Mato Grosso, Lourdes Sampaio, explica que a Fenearte deste ano destaca a arte indígena com o tema “Loiceiros de Pernambuco – Arte da terra, poesia das mãos”, e que a arte dos indígenas de Mato Grosso vem sendo muito apreciada pelos visitantes.
“Nossos povos indígenas estão presentes na Fenearte, e é um dos destaques do nosso estande, que já comercializou antes de completar 10 dias de evento mais de R$ 160 mil. O artesanato é uma das principais fontes de renda para essas pessoas que utilizam, em muito dos seus trabalhos, semente, cerâmica, madeira, palha e muita criatividade e inspiração, e isso vem encantando os visitantes aqui em Olinda”, conta Lourdes.
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
MPMT confirma duas nascentes em empreendimento imobiliário
Uma vistoria técnica realizada nesta quarta-feira (30) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do projeto Água para o Futuro, identificou duas nascentes intermitentes na região do Sucuri, em Cuiabá. A inspeção foi realizada após questionamentos apresentados por um empreendedor imobiliário sobre nascentes apontadas em estudos técnicos desenvolvidos pelo projeto.
A equipe técnica do projeto Água para o Futuro passou a manhã no local realizando testes de campo, análises do solo e registros por imagens aéreas, procedimentos que reafirmaram a existência de duas nascentes na área vistoriada. O trabalho teve como objetivo esclarecer dúvidas e assegurar que a delimitação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) seja fundamentada em critérios científicos e evidências técnicas.
Segundo o procurador de Justiça Gerson Natalício Barbosa, coordenador do projeto Água para o Futuro, a inspeção reforça a confiabilidade dos levantamentos já realizados. “Foi possível identificar claramente os dois canais formados pelas nascentes, confirmando o levantamento técnico realizado anteriormente pelo projeto. Estamos realizando um trabalho conjunto para esclarecer as dúvidas existentes, buscando sempre a verdade dos fatos e a preservação do que efetivamente deve ser protegido”, destacou.
De acordo com o procurador de Justiça, no local existe um lago formado a partir de um barramento realizado há décadas. Atualmente, ele está integrado ao ecossistema local e abriga diversas espécies da fauna da região.
O coordenador técnico do projeto, Abílio José Ferraz de Moraes, explicou que a vistoria integra o trabalho contínuo de identificação e delimitação das APPs em áreas sujeitas à expansão urbana. “Nosso objetivo é chegar antes da ocupação e definir com precisão quais áreas devem ser protegidas. Isso garante segurança técnica aos empreendimentos e, ao mesmo tempo, contribui para a preservação dos recursos hídricos da cidade”, afirmou.
Desde o início das atividades do projeto em Cuiabá, aproximadamente 3 mil pontos com potencial para ocorrência de nascentes foram mapeados. Após análises técnicas e vistorias de campo, 295 nascentes já foram confirmadas. Em 2026, outros 517 pontos deverão passar por vistorias técnicas e processos de caracterização realizados pela equipe do projeto.
Desenvolvido pelo MPMT em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o projeto Água para o Futuro busca fortalecer a segurança hídrica da população por meio da identificação, preservação, monitoramento e recuperação de nascentes em áreas urbanas e periurbanas. A iniciativa utiliza ferramentas como georreferenciamento, sensoriamento remoto, imagens de satélite e levantamentos de campo para subsidiar o planejamento urbano e a formulação de políticas públicas voltadas à proteção dos recursos hídricos.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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