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Mauro Mendes: manter investimentos robustos em todas as áreas e aprimorar eficiência do Governo serão as principais metas

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O governador Mauro Mendes afirmou que as principais metas da gestão (2023-2027) serão a manutenção dos investimentos robustos em todas as áreas e melhorar a eficiência do Governo.

A fala ocorreu durante a coletiva após a posse para o segundo mandato, realizada na noite deste domingo (01.01) na Assembleia Legislativa.

Mauro Mendes lembrou que no primeiro mandato, o maior desafio era consertar o Estado em razão de o Governo estar praticamente quebrado, devendo servidores, fornecedores, com UTIs fechando, viaturas paradas por falta de combustível e sem nenhuma capacidade de investir.

“Os desafios serão muito diferentes daqueles que tivemos nos últimos 4 anos. Os desafios eram de natureza fiscal, natureza econômica, de construir as políticas públicas ao cidadão mato-grossense. E agora muita coisa melhorou, então temos condições de fazer mais e alguns passos já foram dados para acelerar esses objetivos”, ressaltou.

Conforme o governador, o trabalho realizado em parceria com a Assembleia Legislativa, bancada federal, servidores, apoiadores e a população, possibilitou que o Governo de Mato Grosso conseguisse aplicar mais de 15% da Receita Corrente Líquida em investimentos.

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“Chegamos ao final de 2022 com indicadores que nos colocam como os melhores estados em gestão fiscal.
Vamos investir pelo terceiro terceiro ano consecutivo 15% da receita, e isso é inédito em Mato Grosso e no Brasil. Temos uma perspectiva muito boa”, pontuou.

Entre os investimentos, Mauro Mendes citou as principais ações nas áreas de Saúde e Infraestrutura, mas destacou que não haverá nenhuma área do Estado que não receberá robustos aportes para beneficiar os mato-grossenses.

“Nosso programa de infraestrutura é prioridade, e já entregamos 2500 km de asfalto novo, demos ordem de serviço para a ferrovia estadual, estamos resolvendo a MT-174 e a BR-163. Uma das grande metas é construir os seis hospitais, na Educação temos uma estratégia muito bem elaborada para colocar Mato Grosso entre os 10 melhores do país”, mencionou.

Para isso, segundo Mauro Mendes, é fundamental tornar a administração pública mais eficiente, de forma a fazer com que esses investimentos sejam bem aplicados e melhorem a vida da população.

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“Vamos buscar um estado mais eficiente, gastar com eficiência e devolver nas diversas áreas serviços de melhor qualidade ao cidadão. Esses serão os principais pilares. Trabalharemos com muita seriedade e Deus na frente e vamos construir um segundo mandato melhor do que o primeiro, e é nosso dever fazer fazer isso, porque estamos com uma realidade melhor”, concluiu.

Fonte: GOV MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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