VÁRZEA GRANDE
Obra de pavimentação beneficiará 4 mil moradores do grande Mappin
VÁRZEA GRANDE
Mais dois bairros de Várzea Grande vão receber obras de pavimentação de ruas e avenidas. Várzea Grande trabalha para pavimentar 95 quilômetros de ruas e avenidas e recapear outros 80 km de pavimento já desgastado pelo tempo e uso no ano de 2022.
O Parque das Nações e o Terra Nova que pertencem a Região do grande Mappin/Imperial, deram início as obras que fazem parte das Festividades em comemoração aos 155 Anos de Fundação de Várzea Grande, que estimam recursos da ordem de R$ 215 milhões entre recursos próprios, federais e estaduais.
O prefeito Kalil Baracat acompanhado pelo vice, José Hazama e pelo senador Wellington Fagundes (PL), autor de emenda de recursos federais já liberados para essa obra no valor de R$ 8,8 milhões dos quais R$ 5 milhões são da emenda do parlamentar liberal e vai contemplar cerca de 8 quilômetros de novas ruas e avenidas.
Os bairros Parque das Nações e Terra Nova serão atendidos com obras de pavimentação asfáltica de ruas e avenidas, além de obras complementares de galerias de águas pluviais que evitam a ação das águas das chuvas, além de meio-fio e sarjeta. Essas obras vão custar mais de R$ 8,8 milhões em recursos próprios e federais vindos através de emenda parlamentar do senador Wellington Fagundes.
O lançamento é um dos maiores em pavimentação previstos para Várzea Grande neste ano. Do total orçado, cerca de R$ 5 milhões foram viabilizados por meio de emendas do senador Wellington Fagundes (PL) e o restante, aproximadamente, R$ 3,8 milhões são contrapartida do Município.
Ao lançar as obras, o prefeito Kalil fez questão de dizer que mais que um presente à infraestrutura da cidade, essa pavimentação é a concretização de um anseio antigo da região e uma promessa de campanha. “Assim que assumi a prefeitura, em 1º de janeiro de 2021, o Parque das Nações e o Terra Nova foram os primeiros locais que visitei, e aqui mesmo, junto aos moradores, selamos esse compromisso e esse voto de confiança na gestão que se iniciava. Agradeço por acreditarem no nosso trabalho e agradeço ainda ao senador Wellington por acreditar na gestão do prefeito Kalil e batalhar pela liberação desses recursos”.
A pavimentação, como destacou o vereador, Cleyton Nassarden Guerra (Sardinha), líder do prefeito na Câmara Municipal, não apenas vai trazer qualidade de vida aos moradores e valorização imobiliária, como será um eixo importante de integração viária, acessando a região do Mappin à Mário Andreazza e aos centros de Várzea Grande e Cuiabá. “É mais uma ligação dentro da cidade que facilita a mobilidade de todos”.
O senador da República, Wellington Fagundes, disse que o asfalto nos bairros era um pleito bastante antigo dos moradores. “Não tinha como não destinar uma emenda para essa região. O grande Mappin é um dos bairros mais importantes de Várzea Grande e merecia esse olhar atento do poder público. Fico feliz em prometer e trazer esse benefício e estar aqui novamente para ver ele se concretizar”.
A líder comunitária Jane Silva, contou que desde que era deputado federal, Wellington vinha lutando para liberação dos recursos. “Hoje, senador, ele pôde vir aqui, junto com o prefeito Kalil, e anunciar essa obra, que é o sonho de cada um dos moradores. Um benefício muito esperado e que hoje é real”.
O presidente do bairro Terra Nova, Francisco de Assis Silva, morador há 25 anos, disse estar sem palavras para descrever o que a obra de pavimentação representa para sua população. “O que consigo expressar nesse momento é gratidão. Começamos a escrever uma nova história a partir de hoje”. Como fez questão de lembrar, “esse será o último período de estiagem que vamos respirar e ‘comer’ poeira”.
O prefeito apontou ainda que o asfalto, recupera a autoestima dos moradores. “A valorização imobiliária e o ganho em qualidade de vida refletem nos investimentos que cada morador passa fazer, uns muram as casas, outros pintam, outros constroem onde era apenas terreno, colocam grades e portões, plantam árvores e gramas. As pessoas ficam motivadas a melhorar o bairro onde vivem e a valorização se multiplica”.
INFRAESTRUTURA – No seu primeiro ano de gestão, ainda dentro de um cenário pandêmico e imerso em muitas incertezas, a prefeitura de Várzea Grande encerrou o período com mais de R$ 200 milhões em investimentos, maciçamente canalizados para pavimentação e distribuição de água.
Em 2022, a meta é aplicar mais R$ 200 milhões em obras estruturais e finalizar esse exercício com 95 quilômetros de asfalto novo, 80 quilômetros de revitalização asfáltica (recape) e aplicar, somente na melhoria do sistema de distribuição de água, R$ 100 milhões.
“Vamos licitar a estação de tratamento do Chapéu do Sol, obras com recursos do governo do Estado e do Município, sendo apenas R$ 9 milhões do Tesouro Municipal. Outra importante licitação é a da estação de tratamento que será implantada no bairro 7 de maio. Várzea Grande não para. Nosso trabalho é focado em melhorar a infraestrutura da cidade, a qualidade de vida da nossa gente e fazer da cidade um ambiente próspero para geração de empregos, renda e atração de investimentos”, finalizou Baracat.
Dentro das festividades, como lembra o secretário de Viação, Obras e Urbanismo, Luiz Celso de Moraes, serão entregues 3,5 quilômetros de asfalto novo no bairro Santa Terezinha e outros 2,5 quilômetros no Jardim Paula III. “Já entregamos no ano passado pavimentação que equivale à distância entre Várzea Grande a Rondonópolis e nesse ano vamos entregar um trecho equivalente, é como se fosse a viagem de ida e volta ao sul do Estado”, comparou.
VÁRZEA GRANDE
Setembro Amarelo leva acolhimento, escuta e informação sobre saúde mental à comunidade de VG
Uma manhã de acolhimento, escuta e muita emoção marcou a ação do Setembro Amarelo realizada na Unidade de Saúde da Família do Jardim Santa Isabel, em Várzea Grande. Coordenada pela equipe da unidade, sob responsabilidade da enfermeira Cida Campos, a programação levou informações sobre saúde mental para perto da comunidade de forma leve, participativa e descontraída.
A atividade começou com um alongamento conduzido pelo professor de Educação Física Jonas, preparando os pacientes para uma manhã de interação. Em seguida, a equipe propôs a dinâmica “Explosão de Alívio: você não está sozinho”.
Em um painel, balões traziam palavras que representam sentimentos e situações vivenciadas por muitas pessoas, como medo, raiva, ansiedade e insegurança. Cada participante escolhia um balão relacionado ao sentimento que estava enfrentando naquele momento. Ao estourá-lo, encontrava uma mensagem de encorajamento, como forma de enfrentar e ressignificar aquela emoção.
Depois, a atividade continuava com uma corda, utilizada pelos participantes para extravasar os sentimentos. A proposta era colocar para fora aquilo que, muitas vezes, fica guardado.
A aposentada Maria Lúcia Zanon Ramos, de 64 anos, participou da dinâmica e lembrou de um momento em que precisou do acolhimento da equipe da unidade durante um tratamento para depressão. Segundo ela, após suspender a medicação por conta própria, chegou à unidade nervosa e chorosa e encontrou profissionais dispostos a ouvi-la e orientá-la.
“Quando fiz tratamento de câncer, também precisei muito de pessoas que me ouvissem. Eu precisava falar, desabafar. Então, quando a gente encontra um amigo, uma pessoa que dá atenção, isso é muito importante”, contou.
Na dinâmica, Maria Lúcia escolheu a mensagem “Bota para fora tudo que está dentro do meu coração”. Depois, usou a corda para representar esse momento de colocar para fora aquilo que sentia.
“Eu sacudi aquela corda com toda a força para botar para fora tudo o que sinto dentro de mim”, relatou.
Atenção aos sinais começa dentro de casa
Durante a programação, o médico de família Anderson Leal também conversou com os pacientes sobre a importância de observar mudanças de comportamento, palavras e atitudes de familiares e pessoas próximas.
Ele reforçou que sinais de sofrimento emocional não devem ser ignorados e que buscar ajuda é fundamental. As unidades de saúde podem realizar o acolhimento, orientar e encaminhar os pacientes quando necessário, de acordo com cada situação.
Para a gerente da unidade, Maristela de Moraes, realizar ações como essa junto à comunidade faz parte do papel da saúde pública.
“É muito importante a unidade estar à frente de ações como essa, próxima da comunidade, principalmente para tratar de um assunto tão importante como o Setembro Amarelo. Nosso papel como saúde é acolher, orientar e encaminhar os pacientes que estão enfrentando problemas como depressão e ansiedade”, destacou.
Olhar atento pode ajudar a identificar sinais
A responsável técnica da unidade, enfermeira Cida Campos, ressalta que o cuidado com a saúde mental precisa acontecer durante todo o ano, e não somente em setembro.
“É muito importante que toda a equipe se mobilize, tanto pelos profissionais da saúde quanto pela população que precisa de ajuda. Temos que estar aqui de braços abertos para acolher, dar um abraço e uma palavra de conforto. O Setembro Amarelo reforça essa atenção, mas esse cuidado precisa existir o ano inteiro”, afirmou.
Cida também chama a atenção para a necessidade de profissionais e familiares observarem mudanças no comportamento, principalmente entre adolescentes. Segundo ela, a unidade já recebeu casos de adolescentes em sofrimento emocional que apresentavam sinais de automutilação.
Em um dos casos, uma adolescente chegou acompanhada pela coordenadora da escola. Ela era retraída, falava pouco e costumava usar blusas de manga comprida mesmo em dias de calor. A escola não havia identificado inicialmente o motivo do comportamento, mas buscou a unidade para pedir orientação.
A equipe realizou o acolhimento e, diante dos sinais identificados, fez o encaminhamento adequado para acompanhamento especializado.
“É muito importante nós, profissionais da saúde, estarmos atentos. Muitas vezes, os adolescentes usam blusas de frio, capuz ou mangas compridas para esconder as marcas. Precisamos ter essa percepção no olhar e prestar atenção às mudanças de comportamento”, explicou Cida.
Quando necessário, os casos são encaminhados para os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de acompanhamento com profissionais especializados e ações integradas ao Programa Saúde na Escola.
A ação no Jardim Santa Isabel mostrou que falar sobre saúde mental também pode ser uma oportunidade para criar vínculos, estimular a escuta e lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho sentimentos que parecem difíceis de suportar.
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