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Universal Parks: Montanha-russa ultrarradical faz visitante flutuar

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No ponto mais alto, a VelociCoaster despenca a 47 metros
Divulgação/Universal Parks & Resorts

No ponto mais alto, a VelociCoaster despenca a 47 metros

“Ela sobe, ela desce, ela dá uma rodada”. Se Tati Quebra Barraco tivesse lançado o hit “Elas estão descontroladas” no último ano, seria possível dizer que a inspiração para a letra do sucesso veio após uma volta na Jurassic World VelociCoaster , montanha-russa modernosa e ultrarradical do Islands of Adventure , parque do Universal Orlando Resort , nos Estados Unidos.

O “brinquedinho”, lançado em 10 de junho de 2021, ainda é uma novidade, uma vez que a inauguração se deu em plena pandemia de covid-19. Inspirada pela franquia “Jurassic World” e construída em uma área de 3 mil metros quadrados, a montanha-russa contou com a participação dos cineastas Steven Spielberg , Colin Trevorrow e Frank Marshall no projeto. E isso não é mero detalhe.

Pense em toda a ação que você está acostumado a ver nas produções que esses gigantes dos cinemas levaram para as telonas. O nível de adrenalina que o visitante vai encarar é, de fato, como se você estivesse em um jipe sendo perseguido por velociraptors em uma ilha paradisíaca.

São 1.430 metros de trilhos ao lado do lago do Islands of Adventure
Divulgação/Universal Parks & Resorts

São 1.430 metros de trilhos ao lado do lago do Islands of Adventure

Vale a ressalva que esta não é uma atração em que é legal saber tudo, tudo sobre ela antes de experimentar uma volta. Sim, o trajeto ao longo de mais de 1.430 metros de trilhos traz surpresas para o visitante. Mas aqui vão alguns spoilers inofensivos. O brinquedo dispara o trem a 47 metros de altura, atinge 112 km/h em 2,4 segundo e tem uma queda a 80 graus. É a montanha-russa de lançamento mais rápida e mais alta da Flórida. Ah… giros de 360 graus farão o visitante sair do banco e ter a sensação de flutuar. 

Imersão do começo ao fim

Desde o início da fila, quem se aventurar pela VelociCoaster já vai estar imerso no universo de “Jurassic World”. Isso porque o cenário é semelhante a um laboratório onde são criados os seres jurássicos. O momento mais impressionante do percurso será encontrar os dinossauros presos em “focinheiras”. As esculturas são tão realistas que, além de ver o movimento da respiração no corpo do animal, um golpe de ar saindo das narinas do robô é capaz de arrancar um pulo do visitante mais distraído.

Gabriela Lander, diretora de Design de Projeto da Universal explica que “as pessoas tinham que sentir o perigo que estão correndo” ao se aventurarem no mundo dos dinossauros. A profissional não controla o sorriso ao falar sobre o projeto. “Eu estou fascinada”, justifica.

Dentro dessa expedição, sentar-se no carrinho é a hora do passeio pela área dos velociraptors. Está aí o motivo pela montanha-russa ser tão rápida. Você também iria querer sair em disparada se tivesse um animal com dentes tão afiados vindo atrás de você.

Vento na cara e frio na barriga

A experiência nos trilhos dos dinossauros é única. Há montanhas-russas e há a VelociCoaster. Parece exagero ou marketing da companhia, mas o fato é que a atração é diferenciada das demais. Antes de se aventurar, porém, é preciso ter em mente que é um brinquedo ultrarradical. Se esse não é seu estilo de diversão, aproveite o tempo para curtir o resto do parque.

Gabriela Lander não segura o orgulho ao falar da VelociCoaster
Thiago Calil/iG – 30.03.22

Gabriela Lander não segura o orgulho ao falar da VelociCoaster

Mas aqui vai outra dica: vale experimentar. Mesmo que seja para nunca mais chegar perto. O fato de ser uma montanha-russa de lançamento significa que você não vai nem ter chance de ficar desesperado de medo após colocar o cinto. O carrinho já sai acelerado e, a partir daí, é grudar as costas no banco – o que vai acontecer você querendo ou não – e sentir o vento na cara. É tão rápido que, por maior que seja o percurso, vai passar logo.

O cenário da VelociCoaster merece ser apreciado. O destaque fica para o lago que, em certo momento, parece que você vai cair dentro dele. A vista do alto do trilho é bonita, mas é preciso ser rápido para olhar. Afinal, uma hora você está vendo o céu e, em fração de segundos, está de cara para o chão.

Um dos privilégios de atuar em um projeto como esse é ser justamente uma das primeiras pessoas a experimentar a nova atração. “Foi uma sensação única. Uma parte é a sensação física. Eu gosto demais. E a outra é ser um projeto que você fica um ano e meio, dois anos trabalhando. E ver um projeto que eu dediquei tanto amor… Amor pela história, pelos desenhos”, relembra Gabriela Lander.

Dia da Montanha-Russa: 7 curiosidades sobre as atrações da Universal
Reprodução

Dia da Montanha-Russa: 7 curiosidades sobre as atrações da Universal

Os visitantes deixam os pertences em um guarda-volumes. O time do parque é rigoroso nesse processo. Além da probabilidade alta de você perder qualquer coisa que esteja solta ou pendurada no corpo, o impacto de um objeto contra alguém naquela velocidade seria considerável. Um dos pontos altos da VelociCoaster, aliás, é justamente a sensação de segurança e conforto. Mesmo com os giros todos, o corpo fica ajustado no banco e não há choques de um lado para o outro.

Saí do brinquedo pálido. Desci a escada apegado ao corrimão para evitar beijar o chão. E, conforme o mundo vai parando de rodar, os sobreviventes da “corrida contra os velociraptors” conversam e trocam impressões sobre a montanha-russa, em um misto de emoções e adrenalina que vai do alívio à euforia. Gabriela Lander, minha companheira de passeio, observa a cena e ri. Andando pelo corredor de saída, diz orgulhosa para si mesmo: “Eu amo meu trabalho.”

Obs.: O jornalista viajou para Orlando, na Flórida (EUA), a convite da Universal Parks & Resorts.
Fonte: IG Turismo

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Food Truck cria atmosfera brasileira com açaí e coxinha em Israel

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Clientes nos espaços de convivência do Pipa Food Truck
Arquivo pessoal

Clientes nos espaços de convivência do Pipa Food Truck

A brasileira Rafaela Stambowsky Moses e seu marido israelense Dean Moses abriram no verão de 2021 o Pipa Food Truck , ponto de encontro de brasileiros e israelenses em Atlit, um município de Israel. Nascida no Rio de Janeiro, a jovem foi para Israel sozinha com 16 anos para participar de um programa de estudos no país após convencer seus pais e, desde 2008, permanece no país do Oriente Médio.

“Eu viajava uma vez ao ano para o Brasil para visitar minha família no início. Porém, depois de tanto tempo aqui, houve uma época que não fui ao país por quatro anos. Agora, o objetivo é visitar de dois em dois anos”, conta a carioca.

Entretanto, o Pipa Food Truck, que recebe o nome da praia localizada no Rio Grande do Norte , surgiu de surpresa na vida do casal. Isso porque, Rafaela é formada em propaganda e marketing e trabalhava na área, mas quando foi diagnosticada com a doença de Crohn, uma enfermidade inflamatória gastrointestinal, precisou deixar o emprego na área. Após se curar, ficou um tempo trabalhando na antiga empresa de limpeza de estofados do marido.

Antes de abrirem o Pipa, Rafaela e Dean também já tiveram um projeto que fornecia uma experiência de acampamento com mais infraestrutura. Porém, no meio disso, a prefeitura israelense publicou um edital que apoiaria a criação de um estabelecimento. Dois meses depois, receberam a notícia de que haviam sido escolhidos. Foi neste momento que o Pipa nasceu. O empreendimento atualmente está na praia de Hof Hamivtzar , mas já esteve em Neve Yam, vilarejo no norte de Israel.

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“Desde o início houve muita mudança, primeiramente porque ele não tinha o objetivo de ter comidas brasileiras, apenas aperitivos e comidinhas de praias que fazem sucesso globalmente, como batata frita, hambúrguer, frutas, saladas e bebidas. O açaí surgiu porque também já fazia sucesso aqui em Israel e pedi para meu marido adicionar no cardápio”, explica.

Ela conta que foi a partir do açaí que os clientes gostaram do negócio, porque tinha a cara do Brasil: “Eles misturam o açaí com outras coisas aqui, e a gente só colocava banana e granola no início”. O açaí segue liderando nas vendas.

No avanço para consolidar o sucesso do quiosque móvel, ela cita que quem teve a ideia de dar uma cara brasileira para o local, foi, na verdade, seu marido. Ela amou a ideia e embarcaram nessa juntos. 

“Ele já foi para o Brasil, morou um tempo e até aprendeu a falar português fluentemente. Dean ficou apaixonado pela nossa cultura. Foi ele quem deu o nome de Pipa, pois adorou a praia no Rio Grande do Norte. Além disso, ele também já trabalhou um tempo como guia turístico de alguns israelenses que queriam viajar para o Brasil”, narra a publicitária.

A carioca começou a divulgar o food truck entre grupos de brasileiros que moram em Israel e deu certo. “Nessa rede, eu também passei a conhecer outros estabelecimentos de brasileiros que moram aqui, tanto os que já existiam, quanto os outros que começaram a nascer”.

Logo após o sucesso, surgiram as outras receitas brasileiras no cardápio. Hoje, vendem brigadeiro , pão de queijo , pastel de carne e de queijo , coxinha de frango , caipirinha água de coco . Mas salienta que, também vendem receitas israelenses, como o sanduíche sabich e a sobremesa malabi , e continuam com as mais universais.

Além disso, fora do empreendimento, ela passou a realizar eventos servindo as comidas brasileiras. “Em eventos também servimos a feijoada , que é um sucesso”, completa.

“Muitas pessoas pensam que o espaço só atraí brasileiros, mas não: aqui os clientes são bem diversificados, os israelenses também têm um carinho pelo Brasil e gostam da nossa culinária. E aqueles que já viajaram para o Brasil [e conhecem a culinária] sempre falam que amam nossas receitas”, adiciona.

Casados desde 2019, tiveram uma filha recentemente, e precisaram se adaptar, o que fez com que precisassem arranjar parceiros para ajudá-los no dia a dia. “Contamos com a ajuda da Sandy Feldman, que ajuda na preparação dos brigadeiros, a Val Buchbinder ajuda na preparação do pão de queijo, coxinha e a feijoada, e o Wanderley Pereira auxilia com os pastéis”, diz. Para o açaí, eles utilizam a fornecedora da marca Sambazon que existe no país.

Como mudaram de praia, Rafaela comemora algumas facilidades que vieram com isso. “No começo a gente precisava tirar o food truck da praia com um trator, agora nós deixamos ele em um lugar coberto dia e noite, pois essa nova praia tem mais infraestrutura e nos dá mais segurança”.

O Pipa também oferece atração musical com foco em gêneros de música brasileiras; já passaram por lá gêneros como o MPB e o forró. “Gostamos de criar essa atmosfera brasileira em Israel”.

Outro ponto que ela levanta é que mesmo com o conflito de Israel e Palestina, o seu negócio nunca foi afetado, pelo contrário. “As pessoas gostam de vir até aqui, pois traz paz para elas”.

A carioca também fala do seu desejo de ampliar o lugar no futuro, criando um espaço fixo: “O food fruck faz com que a gente viva de temporadas, mas não descartamos a possibilidade de um dia abrir um estabelecimento próximo à praia, pois amamos o ambiente”. 

Anteriormente, o lugar abria só aos finais de semana, mas hoje abre todos os dias das 9h às 20h (no fuso horário de Israel). Vivendo no país há 15 anos, ela brinca: “Daqui a pouco faço a mesma idade de quando cheguei aqui”.

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Fonte: IG Turismo

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