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‘Palavras não são neutras’, diz pequisadora em gordofobia sobre livro

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Agnes Arruda estuda a relação da gordofobia na área da Comunicação
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Agnes Arruda estuda a relação da gordofobia na área da Comunicação

Sabe aquelas palavras que a gente nem sabe de onde vêm e diz sem nem pensar no que significam? Pois é; elas podem representar muito mais que uma simples expressão. Essa é a premissa do “Pequeno Dicionário Antigordofóbico”, o novo livro da pesquisadora Agnes Arruda, autora de “O Peso e a Mídia”, que estuda a relação da gordofobia na área da Comunicação.

No projeto atual, Agnes reúne esses termos e expressões e explicou cada um deles como forma de conhecê-los e, assim, repensar seu uso. “Quando aprendemos a falar, não nos damos conta de que as palavras foram inventadas por alguém. Elas não fazem parte da natureza, mas sim foram naturalizadas”, explica a autora.

Financiamento coletivo para viabilizar projeto encera em 14 de agosto
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Financiamento coletivo para viabilizar projeto encera em 14 de agosto

“Ter isso à consciência é importante porque nos leva a compreender que, apesar de parecer, palavras não são neutras. Elas foram criadas em algum contexto específico. Em muitos casos, no entanto, termos e expressões que utilizamos foram criados dentro de uma lógica de opressão”, completa.

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A pesquisadora descobriu, pouco depois dos 30 anos, que o que passava diariamente tinha nome: gordofobia. “Sem o nome, era como se a coisa não existisse, e mais uma vez a ideia de que o corpo gordo é errado se fazia presente. No entanto, quando a palavra se materializou na minha frente, foi como se o sentimento também tivesse se materializado”, conta.

Fazem parte do vocabulário da gordofobia termos como “gordice” e a expressão “bonita de rosto”. Até mesmo a palavra fitness, utilizada como sinônimo de algo saudável, entra na relação. Para viabilizar o projeto, Agnes está realizando um  financiamento coletivo com cotas de participação a partir de R$ 15.

Além do próprio livro, quem ajuda tem a possibilidade de escolher entre seis recompensas, como bottons e adesivos, além dos demais livros da autora: “O Peso e a Mídia” e “Medusa”.

Fonte: IG Mulher

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O que leva uma pessoa a engordar de repente?

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Afinal, como emagrecer de vez? É possível vencer a obesidade?
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Afinal, como emagrecer de vez? É possível vencer a obesidade?

Entre as causas que levam uma pessoa a engordar de repente, deve-se considerar em primeiro lugar as alterações hormonais; seja por ter desenvolvido um hipotireoidismo, ou alguma doença com excesso de cortisol, sedentarismo que faz perder musculo e o metabolismo desacelerado, ou ainda quando a pessoa está passando por um período de extrema ansiedade e começa a comer descontroladamente, muitas vezes sem perceber.

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Para começar a avaliação do paciente para a perda de peso, precisamos observar os três pilares básicos que são: equilíbrio hormonal, dieta equilibrada e mudança da mente. “Antes de qualquer tratamento para perda de peso, precisamos avaliar as causas, o que está envolvido com o ganho de peso, incluindo as doenças relacionadas com a obesidade e como elas devem ser tratadas. Além de uma série de outros exames que são necessários para o diagnóstico exato e o tratamento adequado para cada caso”, explica Gabriela Iervolino, médica endocrinologista, membro da Sociedade Brasileira De Endocrinologia E Metabologia (SBEM).

Outra causa muito importante e que devemos ficar atentos é o uso de medicações que faz com que a pessoa ganhe peso, como  por exemplo, escitalopram, lítio, quetiapina, paroxetina, mirtazapina entre outras. São medicações normalmente utilizadas por neurologistas ou psiquiatras. “Mas é preciso ter muito cuidado porque tais medicações, uma vez indicadas por estes especialistas, são de fato necessárias, mas podem fazer com que a pessoa tenha mais fome, resultando em ganho de peso. Neste caso, a sugestão é que se converse com o psiquiatra/ neurologista e veja uma outra alternativa, caso a pessoa esteja ganhando muito peso.”

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Conheça os 3 pilares básicos do emagrecimento

Depois que avaliamos a parte hormonal, se há uso ou não de medicações que vai impactar com o ganho de peso, vamos avaliar a parte da alimentação, o tipo de dieta equilibrada com uma quantidade de nutrientes e proteínas adequadas para perder peso. “É preciso lembrar que a obesidade não significa que a pessoa seja bem nutrida, a maioria dos obesos são desnutridos, pois eles possuem excesso de peso, mas não tem quantidade de nutrientes, ou seja, vitaminas e proteínas, na medida adequada”, esclarece Iervolino.

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É preciso ter um apoio, um suporte, isso também é muito importante. Para se vencer o peso de vez, é preciso saber onde se está errando para mudar os seus hábitos, como praticar exercícios físicos com frequência semanal. E a parte principal é a mudança de mente; o paciente precisa enxergar a alimentação de outra forma e voltar a ter o controle sobre a escolha da sua alimentação.

Hoje muitas pessoas, que passaram por tantas dietas e alimentação profissionais, já não acreditam mais que seja possível emagrecer efetivamente, e quando procuram um profissional é apenas por desencargo de consciência. “Em consulta, converso com os meus pacientes sobre isso, porque não é só o peso, mas a mudança de atitude que conta muito, escolhendo alimentos mais saudáveis, com uma programação ideal na alimentação, hábitos saudáveis, prática de exercícios físicos. Para tudo isso, a mudança de mente é extremamente importante.”

Fonte: IG Mulher

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