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Folha de repolho usada por Maria Flor realmente funciona?

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A atriz Maria Flor, de 38 anos, publicou no Instagram um relato sobre a sua rotina enquanto mãe de primeira viagem com o seu filho Vicente
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A atriz Maria Flor, de 38 anos, publicou no Instagram um relato sobre a sua rotina enquanto mãe de primeira viagem com o seu filho Vicente

A atriz Maria Flor, de 38 anos, publicou no Instagram um relato sobre a sua rotina enquanto mãe de primeira viagem com o seu filho Vicente, fruto do seu casamento com Emanuel Aragão. Na imagem, ela está com uma bomba de ordenha num dos seios e uma folha de repolho no outro.

“Vou tentar resumir: Peito que enche. Peito que esvazia. Noites sem dormir. Mama, arrota, dorme, mama de novo, arrota, não dorme. É uma loucura imensa, uma felicidade e uma alegria. Cansa, mas recomendo. Boa semana para vocês! Ps: @heloisalessapartoecologico me indicou colocar repolho no peito para sugar o leite!! É incrível”, escreveu ela na legenda.

Outro ponto levantado para além da sua experiência maternal, foi que a atriz indicou colocar repolho nos seios para desinchá-los e o iG Delas foi atrás para entender melhor essa técnica.

A enfermeira pediatra, Rinara, explica que o método “não é uma novidade” e adiciona que a técnica é aconselhada “para as mamães que estão entrando na maternidade, pois a mama se enche de leite”.

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“Logo após o nascimento do bebê, a mama recebe o processo que chamamos de apojadura, onde o leite desce em grande quantidade, até entender a quantidade que o bebezinho vai mamar, então essa quantia de leite a mais que desce causa bastante desconforto, podendo deixar a mama bem grande, bem enrijecida com calor local e avermelhada. Algumas mulheres têm a sensação de ficarem gripadas, têm calafrios, isso tudo por conta da descida do leite”, adiciona a médica.

Embora o processo seja natural, a médica também aconselha que seja percebido os sintomas, pois “muitas vezes essa quantidade a mais de leite, além de causar desconforto, ela pode, se não for administrada da melhor maneira, pode até levar a uma mastite”.

A especialista finaliza sua explicação com a recomendação do uso do repolho como um tratamento natural, pois “é um método excelente, porque traz alívio a mama que está muito quente” Ela orienta ainda que se utilize “o repolho geladinho, que traz um alívio imediato. O repolho também tem propriedade analgésica, o que ajuda a desinchar a mama, causando alívio e tranquilidade para a mulher que sente de imediato a ação anti-inflamatória na mama, além de ser um produto de fácil acesso, de baixo custo, disponível e a mão da maioria das mulheres”. complementa.

Fonte: IG Mulher

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Banalização da TPM se torna instrumento do machismo

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A psicanalista Ana Tomazelli argumenta como o machismo repudia tudo que é minimamente feminino.
Pexels/ Yan Krukov

A psicanalista Ana Tomazelli argumenta como o machismo repudia tudo que é minimamente feminino.

O mais recente estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas e Estudos do Feminino, chamado “Ihhhhh, tá de TPM, né?”, revela que 74,8% das mulheres no mercado de trabalho já foram vítimas de machismo por meio da banalização da TPM. Segundo o artigo, a argumentação serve para descredibilizar a competência profissional feminina e transformar as mulheres em seres sem autocontrole emocional.   

De acordo com a psicanalista e idealizadora do IPEFEM, Ana Tomazelli, o mito das mulheres incontroláveis permeia desde a Idade Média e teve o seu ápice no século  XIX, em que, teorias como a “histeria feminina” ganharam força por toda a comunidade cientifica ocidental.

“O mito das mulheres descontroladas, que ganha força a partir da Idade Média, tem seu ápice no fim do século XIX, quando Freud atribui ao útero a causa de alguns sintomas e desenvolve a tese das mulheres histéricas, que ganha força no século XX com peças publicitárias, filmes, novelas e livros. Agora, é só juntar o quebra-cabeça: no ambiente de trabalho, esse mito afeta diretamente a reputação das mulheres e coloca em risco a confiança em seu trabalho, já que, supostamente, elas são dominadas por uma força incontrolável capaz de alterar sua capacidade de discernimento e bom-senso uma vez por mês, com o ciclo menstrual. São vistas como suscetíveis a erros, a reações desproporcionais e acessos de raiva, o que poderia comprometer os resultados, a produtividade e a imagem perante um cliente, por exemplo. É o que eles dizem”, diz a pesquisadora. 

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A TPM consegue fazer a mulher perder o autocontrole e o poder de julgamento? 

A ginecologista Bruna Conde explica que não é bem assim. Entre os sintomas da tensão pré-menstrual, TPM, que podem ser tanto físicos, como cólicas no útero, dores nas costas e na cabeça, como psicológicos, a TPM pode intensificar problemas pré-existentes, como ansiedade, estresse e depressão. 

“A TPM provoca uma queda e desordem de hormônios muito brusca que gera alterações psicológicas muitas vezes bem fortes. Ainda mais se a mulher já apresenta casos de estresse, ansiedade ou depressão, no período da TPM pode se intensificar”, esclarece a profissional. 

Banalização da TPM 

Apesar de a tensão pré-menstrual realmente poder causar uma intensificação em sensações, como estresse e cansaço, o artigo demonstra como dentro do ambiente de trabalho, a TPM é usada de forma banalizada e para constranger e descredibilizar as mulheres. 

“Principalmente com as piadas de mau gosto, que insistem em relacionar uma resposta mais assertiva com ‘exagero’ ou ‘destempero’. Ou uma resposta mais emotiva, com ‘extrema sensibilidade’ ou ‘descontrole’. Um exercício muito interessante é imaginar sempre o contrário binário do gênero: um homem sendo firme te causa estranhamento? Um homem te dando ordens te soa fora de contexto? Provavelmente, não”, fala Tomazell.

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A psicanalista ainda argumenta como o machismo tenta sempre inferiorizar tudo que é meramente relacionado ao corpo feminino e que muitas vezes o “descontrole” está mais ligado a problemas que a pessoa já possui e que não têm ligação com a competência profissional.

“O que está em jogo, aqui, são os sentimentos, mais do que a menstruação em si. Ela é um símbolo, um veículo, quase um território onde os sentimentos, em teoria, ficam ‘descontrolados’, o que é de um absurdo sem tamanho. Sentimentos todos temos e o destempero ou o descontrole está muito mais relacionado ao histórico de vida da pessoa, às narrativas em que ela se encontra e às respostas emocionais que ela aprendeu quando criança do que qualquer outra coisa. Um período de sensibilidade emocional para pessoas que têm útero deve ser de acolhimento e não crítica. Pois, nada têm a ver com performance profissional”, conclui a psicanalista.

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Fonte: IG Mulher

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