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Lula e Haddad esperam fazer acordo com França em almoço neste domingo

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Ex-governador de SP, Márcio França
Divulgação/Governo de São Paulo

Ex-governador de SP, Márcio França

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , o ex-prefeito Fernando Haddad e o  ex-governador Geraldo Alckmin vão almoçar na tarde deste domingo na casa do pré-candidato do PSB ao governo de São Paulo, Márcio França . A expectativa é que o encontro sirva para sacramentar o acordo para a união de PT e PSB na eleição paulista.

França resiste a desistir da disputa e a sua mulher, Lúcia França, é uma das vozes a favor da sua permanência na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. Há a esperança de que, na conversa, Lula consiga convencê-la a mudar de posição.

Se desistir da candidatura ao governo, França deve aceitar concorrer ao Senado na chapa de Haddad. Restaria, então, a definição do vice. Os petistas querem realizar a apresentação da chapa em um grande ato no próximo sábado, em Diadema, cidade do ABC paulista que foi primeira a ser administrada pelo partido na década de 1980.

Segundo aliados, França ainda tem dúvidas entre concorrer ao Senado ou manter a candidatura a governador. Pessoas próximas ao ex-governador dizem, porém, que a ida de Lula, líder da corrida presidencial, a sua casa é um gesto importante. O pré-candidato do PSB teria dificuldade para resistir a um apelo do ex-presidente nessa situação.

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França sabe que para ficar na disputa pelo governo teria que conseguir aliados. Ele ainda mantém esperança de atrair o PSD, que também negocia adesão à pré-candidatura do ex-ministro Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), o nome do presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, pretende promover ao longo desta semana reuniões de França e Tarcísio com as alas do partido favoráveis a adesões a cada um dos candidatos para depois tomar uma decisão. Kassab afirma que o caminho do PSD na eleição de São Paulo será anunciado até sexta-feira. No fim da semana passada, aliados de França disseram que, em respeito a Kassab, ele não tomaria nenhuma decisão antes do anúncio do anúncio da posição do PSD.

Lula tem se empenhado em promover a união entre PT e PSB em São Paulo para reproduzir a aliança nacional no estado. Pesquisa do Datafolha divulgada na quinta-feira mostra que Haddad chega a 34% na liderança no cenário sem França . Com o pré-candidato do PSB, o petista soma 28%. Nesse cenário, França é o segundo, em empate técnico com Tarcísio, com 16%.

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Há uma avaliação de que a presença do pré-candidato do PSB na disputa ajuda a impedir o avança do candidato de Bolsonaro e do governador Rodrigo Garcia (PSDB). Mas , na visão de Lula, é importante para a disputa presidencial a união entre PT e PSB no maior estado do país.

França foi o responsável pela entrada de Alckmin, que também estará presente no almoço deste domingo, no PSB para ser o vice na chapa encabeçada por Lula. O entendimento na campanha petista é que com a aliança em São Paulo fica mais fácil para Lula e Alckmin percorrem juntos o estado, que concentra quase um quarto do eleitorado do país.

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Fonte: IG Política

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Bolsonaro e Lula superam adversários em tempo de TV

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Jair Bolsonaro e Lula
Foto: Alan Santos e Ricardo Stuckert

Jair Bolsonaro e Lula

Apesar de ter tido pouco peso no resultado das eleições de 2018, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) saiu vitorioso com apenas 8 segundos no horário eleitoral gratuito, o tempo de TV voltou a ser um ativo eleitoral nas estratégias dos principais partidos na corrida pela Presidência da República. Projeção feita pelo GLOBO, com base na legislação eleitoral, mostra um cenário equilibrado na distribuição deste ano.

Com nove partidos em sua coligação, o ex-presidente Lula (PT) terá o maior tempo entre os candidatos ao Palácio do Planalto, com 3 minutos e 23 segundos em cada bloco de propaganda, o equivalente a 27% dos 12 minutos e 30 segundos do horário eleitoral, que começa a ser exibido em 26 de agosto. O presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem o apoio de PP e Republicanos, terá 2 minutos e 45 segundos, o segundo maior tempo.

Com 22% do total de propaganda na TV, o atual presidente é o que tem, proporcionalmente, o menor tempo entre os chefes do Executivo que tentaram a reeleição desde a redemocratização. O percentual fica distante dos registrados por Fernando Henrique (47%), em 1998, e Dilma Rousseff (45%), em 2014, mas se aproxima do tempo de TV de Lula na disputa pela reeleição em 2006 (29%).

Com PSDB, Cidadania e Podemos em sua coligação, Simone Tebet (MDB) soma 2 minutos e 25 segundos de tempo de TV. Já Soraya Thronicke, mesmo sem coligação, terá acesso a 2 minutos e 14 segundos, puxados pelo peso de seu partido, o União Brasil, na Câmara. Isso porque o número de deputados federais eleitos em 2018 é o principal fator para definir o tempo de cada candidato.

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2018: eleição “atípica”

Em terceiro lugar nas pesquisas, Ciro Gomes (PDT) não conseguiu fechar aliança com nenhum partido e terá apenas 53 segundo de tempo de TV.

Os números ainda podem mudar, se o total de candidatos diminuir ou se houve alteração nas coligações. O prazo para registro dos candidatos e coligações se encerra na próxima segunda-feira.

Os partidos que nas eleições de 2018 não atingiram a cláusula de barreira ficam sem acesso ao horário eleitoral gratuito. São os casos de PMN, PTC, DC, Rede, PCB, PCO, PMB, PRTB, PSTU e UP.

Especialista em campanha política, horário eleitoral e propaganda negativa, o professor Felipe Borba, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), avalia que a TV continua importante, apesar do crescimento das redes sociais, e chama atenção para o efeito especialmente das inserções, propagandas diárias de 30 segundos veiculadas nos intervalos comerciais das emissoras, que pegam os eleitores de surpresa:

“Assistir à televisão é um hábito disseminado entre os brasileiros. A eleição de 2022 é mais normal no sentido que as variáveis como ter fundo eleitoral, tempo de TV e apoio passam a ter importância maior. Nesta eleição, teremos uma disputa entre um presidente e um ex-presidente, em que os eleitores terão que comparar seus governos. O tempo de TV será importante para Lula, que terá um tempo razoável para relembrar como foi seu governo, que está mais distante. Para Bolsonaro, ter menos tempo é uma derrota, mas este é apenas um dos recursos eleitorais disponíveis.”

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Professor de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Sérgio Braga avalia que o cenário de 2018 não vai se repetir, e lembra que Bolsonaro agora é candidato da situação:

“A internet vem ganhando peso crescente. Mas a eleição de 2018 foi atípica. Bolsonaro aproveitou, nas redes, o vácuo provocado pela desinstitucionalização que a Operação Lava-Jato causou. E isso se reproduziu em nível nacional, não só com o presidente. Os dois formatos vão dialogar, o conteúdo produzido para a TV vai conversar e se adequar ao veiculado na internet. Um vai complementar o outro.”

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Fonte: IG Política

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