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Em jantar com empresários, Lula e Alckmin se comprometem com parceria

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Lula e Alckmin apertando as mãos
Reprodução: twitter – 13/04/2022

Lula e Alckmin apertando as mãos

O pré-candidato a presidente pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, e o seu vice Geraldo Alckmin (PSB), trocaram elogios e se comprometeram em governar em parceria diante de uma plateia de empresários em jantar realizado no apartamento do advogado Sergio Renault na noite de terça-feira, no bairro dos Jardins, em São Paulo. O encontro faz parte de uma estratégia de reaproximação do petista com o setor produtivo, depois de um período de afastamento iniciado na época do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff,em 2016.

O vice, segundo relatos dos presentes, falou das reformas promovidas pelo governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), seu ex-colega de partido e, em seguida, destacou as iniciativas do governo Lula,com ênfase para mudanças na área ambiental e investimentos em ciência. O ex-presidente emendou dizendo novamente que as disputas do PT e do PSDB eram de alto nível, elogiou Alckmin e disse que o vice terá papel de destaque em eventual governo.

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O jantar reuniu cerca de 30 pessoas. Entre os presentes do lado dos empresários estavam, entre outros, João Camargo (Grupo Esfera), Pedro Silveira (XP), Carlos Sanchez (EMS), Cândido Pinheiro (Hapvida), Matheus Santiago (Ageo Terminais) e Rosângela Lyra (ex-representante da Dior no Brasil).

SP: Marina Silva vai disputar vaga na Câmara e põe fim a rumor sobre ser vice de Haddad A reunião começou por volta das 19h30 e se estendeu até por volta das 23h30. Alckmin saiu antes porque tinha que participar de um outro evento.

Os pré-candidatos estavam acompanhados de Aloizio Mercadante, coordenador do programa de governo da chapa Lula-Alckmin, Emídio de Souza, que exerce a mesma função em relação à pré-candidatura de Fernando Haddad em São Paulo, o deputado Márcio Macedo, tesoureiro da campanha presidencial, e o economista Gabriel Galipolo, que tem ajudado na interlocução com o mercado financeiro. De acordo com os presentes, as conversas tiveram clima amistoso.

O encontro foi organizado por Renault e pelos advogados Marco Aurélio de Carvalho e Pierpaolo Bottini. Esse foi o terceiro jantar de Lula com grupos pequenos de empresários num período de dez dias.

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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

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Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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