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POLITÍCA NACIONAL

Conselho de Ética abre processo movido pelo PT contra Eduardo Bolsonaro

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POLITÍCA NACIONAL

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados abriu nesta terça-feira (23) processo disciplinar contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a pedido do PT, que pede a cassação do mandato do deputado.

A Representação 22/25 acusa Eduardo Bolsonaro de quebra de decoro parlamentar por diversas condutas, incluindo ataques verbais a instituições democráticas, como o Supremo Tribunal Federal (STF), e a tentativa de influenciar autoridades estrangeiras a impor sanções contra o Brasil.

O presidente do Conselho de Ética, deputado Fabio Schiochet (União-SC), informou que anunciará em breve o nome do relator. O prazo para a votação da representação é de 90 dias.

Na representação, assinada pelo senador Humberto Costa (PT-PE), então presidente nacional do PT, e pelo deputado Paulão (PT-AL), Eduardo Bolsonaro é criticado por usar o “mandato como plataforma para desestabilização institucional”.

“O representado buscou – e, segundo ele próprio, obteve êxito parcial – influenciar autoridades do governo estadunidense a imporem sanções contra integrantes do STF, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal, em represália às investigações que envolvem seu pai e correligionários”, diz o documento.

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Segundo a representação, “a imunidade parlamentar não é um salvo-conduto para a prática de atos atentatórios à ordem institucional, tampouco um manto protetor para discursos de incitação à ruptura democrática”.

Por fim, o documento também aponta que Eduardo Bolsonaro ultrapassou em julho o prazo de sua licença para tratar de interesses particulares nos Estados Unidos e, desde agosto, está faltando ao trabalho na Câmara.

Crítica ao conselho
Durante a reunião, o deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) criticou a decisão do Conselho de Ética de abrir o processo, afirmando que isso ameaça o funcionamento do Parlamento. Ele ressaltou que, durante a pandemia, de março de 2020 a outubro de 2021, os deputados exerceram seus mandatos remotamente, sem necessidade de presença física.

Bilynskyj também criticou a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta, de rejeitar a indicação de Eduardo Bolsonaro para o cargo de líder da Minoria. “Com todo respeito, a decisão não encontra nem mesmo respaldo no próprio histórico da Casa, que permitiu, por um ano e sete meses, que os deputados federais exercessem seus mandatos de forma on-line, independentemente de onde estivessem”, disse.

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Ataque à soberania
Por outro lado, o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) destacou que Eduardo Bolsonaro enfrenta quatro representações por condutas que ferem a ética parlamentar.

“Eduardo Bolsonaro disse que está lá [nos EUA] para tramar contra o que consideramos o interesse nacional do Brasil. Agora, ele está inclusive como indiciado por trabalhar contra um processo judicial. Isso vai ser examinado ainda pelo Supremo, mas é uma denúncia da Procuradoria-Geral da República por coação no curso do processo. O quadro é muito preocupante”, disse.

Outras representações
O presidente do Conselho de Ética informou que existem outras três representações similares contra Eduardo Bolsonaro (REPs 5/25, 17/25 e 19/25), todas protocoladas em 15 de agosto. Segundo ele, o colegiado aguarda um parecer da Presidência da Câmara, que definirá se essas representações serão analisadas em conjunto ou separadamente.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Comissão aprova regras nacionais de segurança para escolas de natação infantil

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A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7119/25, que estabelece diretrizes nacionais de segurança, prevenção de acidentes e primeiros socorros em escolas de natação para crianças.

A proposta determina que esses estabelecimentos devem contar permanentemente com profissionais habilitados e capacitados especificamente para o público infantil. O texto também define limites técnicos de quantidade de crianças por instrutor para garantir uma supervisão individualizada e contínua.

Pelo projeto, as academias e escolas de natação deverão dispor de equipamentos de segurança aquática e manter um plano de emergência estruturado para casos de afogamento ou mal súbito. As regras de infraestrutura incluem a obrigatoriedade de pisos antiderrapantes, cercamento de piscinas e controle rigoroso de acesso às áreas aquáticas. Além disso, os profissionais deverão realizar treinamentos periódicos em técnicas de ressuscitação cardiopulmonar.

O autor da proposta, deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), argumenta que a falta de diretrizes nacionais uniformes contribui para diferenças de padrão entre as escolas.

O relator, deputado Luiz Lima (Novo-RJ), que é ex-atleta olímpico e formado em Educação Física, defendeu o projeto por considerar que o ambiente aquático exige protocolos rigorosos. “A piscina é espaço de aprendizado, disciplina e superação, mas também exige preparo técnico, supervisão constante e protocolos rigorosos de segurança, sobretudo quando se trata do público infantil”, pontuou.

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O texto aprovado contém apenas uma mudança técnica sugerida pelo relator, que excluiu o prazo fixo de regulamentação, permitindo que o Poder Executivo estabeleça livremente os critérios para a fiscalização da lei.

Estabelecimentos que não seguirem as novas diretrizes estarão sujeitos a sanções administrativas, civis e penais.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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