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Bolsonaro falou mal de Lula para Biden, diz assessor da Presidência

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O presidente Jair Bolsonaro reuniu-se com o presidente dos EUA, Joe Biden, à margem da IX Cúpula das Américas, em Los Angeles.
Reprodução/Itamaraty Brasil – 10.06.2022

O presidente Jair Bolsonaro reuniu-se com o presidente dos EUA, Joe Biden, à margem da IX Cúpula das Américas, em Los Angeles.

O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais Filipe Martins afirmou, em entrevista ao apresentador americano Tucker Carlson, do canal Fox News, que  Jair Bolsonaro falou mal do  ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Segundo ele, na reunião que aconteceu durante a Cúpula das Américas, em Los Angeles, no início de junho, Bolsonaro pôde lembrar ao norte-americano “quem Lula da Silva é”.

“Demorou muito, tomou um tempo, mas finalmente quando o presidente Bolsonaro pôde se sentar com o presidente Biden, pôde lembrar a Biden quem Lula da Silva é e a quantidade de corrupção e a quantidade de escândalos que tínhamos aqui no Brasil (…). E eu acho que o presidente Biden entendeu que é melhor para os Estados Unidos que o presidente Bolsonaro e um governo pró-democracia continue no poder no Brasil”, afirmou Martins.

O apresentador Tucker Carlson é uma das vozes mais proeminentes da televisão americana ligada à direita. Em sua passagem pelo Brasil, ele gravou também com Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Segundo o parlamentar, durante a conversa o presidente abordou temas como economia, pandemia, armas e Amazônia.

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Parte da entrevista já vai ao ar nesta quarta-feira, mas o registro completo será divulgado na manhã de quinta-feira. O presidente chegou a divulgar em suas redes uma foto ao lado de Carlson , afirmando mostrou “ao mundo a verdade sobre o Brasil”.

Em outro registro divulgado pelo apresentador, ele aparece ao lado de Bolsonaro vestindo um cocar indígena.

Na sabatina com Martins, que durou aproximadamente 4 minutos e foi veiculada nesta terça-feira, o assessor também ligou Lula a grupos terroristas e ao crime organizado. A declaração foi dada após uma pergunta de Tucker onde ele afirma que Lula é pró-China e questiona a ligação do petista com o país asiático, que definiu como ” o maior adversário dos Estados Unidos”.

“Desde 2009 a China vem ganhando posição aqui no Brasil e Lula da Silva é muito aberto à sua posição. Não só em dar suporte à China e a outras superpotências em nossa região, mas também sobre apoiar grupos terroristas, sobre apoiar o crime organizado e apoiar ditaduras como Venezuela, Cuba e Nicarágua”, disse o assessor especial.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro comentou a entrevista.

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Filipe Martins, discípulo do escritor Olavo de Carvalho, integra a base ideológica do governo de Jair Bolsonaro. Ele chegou a ser denunciado pela Procuradoria da República no Distrito Federal por fazer um gesto alusivo a movimentos racistas de supremacia branca durante uma sessão no Senado, mas foi absolvido sumariamente pela 12ª Vara Federal do Distrito Federal.

A denúncia citou também postagens do assessor de Bolsonaro nas redes sociais sobre ideias, emblemas e símbolos relacionados a símbolos fascistas e de extrema-direita.

Questionado por Carlson sobre a demora para o encontro entre Jair Bolsonaro e Joe Biden, Filipe Martins respondeu que por dois anos o país enfrentou dificuldades para se conectar com Washington, especialmente com a Casa Branca.

O assessor contou ainda que um dos fatores que atrapalhou a relação bilateral foi a demora de Bolsonaro em aceitar o resultado das eleições após o anúncio da vitória de Biden e aguardar as discussões internas no país.

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Fonte: IG Política

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Bolsonaro e Lula superam adversários em tempo de TV

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Jair Bolsonaro e Lula
Foto: Alan Santos e Ricardo Stuckert

Jair Bolsonaro e Lula

Apesar de ter tido pouco peso no resultado das eleições de 2018, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) saiu vitorioso com apenas 8 segundos no horário eleitoral gratuito, o tempo de TV voltou a ser um ativo eleitoral nas estratégias dos principais partidos na corrida pela Presidência da República. Projeção feita pelo GLOBO, com base na legislação eleitoral, mostra um cenário equilibrado na distribuição deste ano.

Com nove partidos em sua coligação, o ex-presidente Lula (PT) terá o maior tempo entre os candidatos ao Palácio do Planalto, com 3 minutos e 23 segundos em cada bloco de propaganda, o equivalente a 27% dos 12 minutos e 30 segundos do horário eleitoral, que começa a ser exibido em 26 de agosto. O presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem o apoio de PP e Republicanos, terá 2 minutos e 45 segundos, o segundo maior tempo.

Com 22% do total de propaganda na TV, o atual presidente é o que tem, proporcionalmente, o menor tempo entre os chefes do Executivo que tentaram a reeleição desde a redemocratização. O percentual fica distante dos registrados por Fernando Henrique (47%), em 1998, e Dilma Rousseff (45%), em 2014, mas se aproxima do tempo de TV de Lula na disputa pela reeleição em 2006 (29%).

Com PSDB, Cidadania e Podemos em sua coligação, Simone Tebet (MDB) soma 2 minutos e 25 segundos de tempo de TV. Já Soraya Thronicke, mesmo sem coligação, terá acesso a 2 minutos e 14 segundos, puxados pelo peso de seu partido, o União Brasil, na Câmara. Isso porque o número de deputados federais eleitos em 2018 é o principal fator para definir o tempo de cada candidato.

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2018: eleição “atípica”

Em terceiro lugar nas pesquisas, Ciro Gomes (PDT) não conseguiu fechar aliança com nenhum partido e terá apenas 53 segundo de tempo de TV.

Os números ainda podem mudar, se o total de candidatos diminuir ou se houve alteração nas coligações. O prazo para registro dos candidatos e coligações se encerra na próxima segunda-feira.

Os partidos que nas eleições de 2018 não atingiram a cláusula de barreira ficam sem acesso ao horário eleitoral gratuito. São os casos de PMN, PTC, DC, Rede, PCB, PCO, PMB, PRTB, PSTU e UP.

Especialista em campanha política, horário eleitoral e propaganda negativa, o professor Felipe Borba, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), avalia que a TV continua importante, apesar do crescimento das redes sociais, e chama atenção para o efeito especialmente das inserções, propagandas diárias de 30 segundos veiculadas nos intervalos comerciais das emissoras, que pegam os eleitores de surpresa:

“Assistir à televisão é um hábito disseminado entre os brasileiros. A eleição de 2022 é mais normal no sentido que as variáveis como ter fundo eleitoral, tempo de TV e apoio passam a ter importância maior. Nesta eleição, teremos uma disputa entre um presidente e um ex-presidente, em que os eleitores terão que comparar seus governos. O tempo de TV será importante para Lula, que terá um tempo razoável para relembrar como foi seu governo, que está mais distante. Para Bolsonaro, ter menos tempo é uma derrota, mas este é apenas um dos recursos eleitorais disponíveis.”

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Professor de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Sérgio Braga avalia que o cenário de 2018 não vai se repetir, e lembra que Bolsonaro agora é candidato da situação:

“A internet vem ganhando peso crescente. Mas a eleição de 2018 foi atípica. Bolsonaro aproveitou, nas redes, o vácuo provocado pela desinstitucionalização que a Operação Lava-Jato causou. E isso se reproduziu em nível nacional, não só com o presidente. Os dois formatos vão dialogar, o conteúdo produzido para a TV vai conversar e se adequar ao veiculado na internet. Um vai complementar o outro.”

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Fonte: IG Política

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