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Bolsonaro cancela encontro com Paes para estar com Washington Reis

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Jair Bolsonaro (PL)
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Jair Bolsonaro (PL)

presidente Jair Bolsonaro (PL) cancelou o encontro que teria nesta quarta-feira (9) com o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PSD), para assinatura de um convênio para regularização fundiária no Complexo da Maré.

Ao invés de se encontrar com Paes durante visita ao Rio, ele preferiu estar com o prefeito de Duque de Caxias, município da Baixada Fluminense, Washington Reis. Cotado para ser vice na campanha de Cláudio Castro (PL) à reeleição, Reis tem a simpatia do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente. O nome dele também é especulado para o Senado, na chapa encabeçada pelo partido de Bolsonaro.

Paes aguarda a possível filiação do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ao PSD, partido pelo qual o gaúcho se candidataria à presidência. Em mais de uma ocasião, o prefeito do Rio declarou que não subiria em um palanque com Bolsonaro.

Em 2020, durante uma live, Bolsonaro chegou a definir Paes como um “bom gestor”, mas atualmente ele é visto como “adversário” pela família do presidente. Por várias vezes, o prefeito e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) antagonizaram debates nas redes sociais.

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Pessoas próximas ao governador e ao prefeito do Rio já tentaram unir as duas figuras mais poderosas da política fluminense em uma única chapa ao governo.

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No último sábado (6), durante um almoço entre os dois, o deputado Dionísio Lins (PP) aproveitou o ocasião para tentar selar uma aliança entre os dois grupos, sugerindo que um dos dois principais secretários de Paes, Pedro Paulo ou Daniel Soranz, ocupasse a vaga de vice na chapa do governador à reeleição.

O prefeito teria reagido ao assédio, com bom humor e descartado a possibilidade de formar este palanque.

Enquanto Paes e Bolsonaro não se reaproximam, o presidente estará em duas agendas na Baixada: ele visitará o Colégio da Polícia Militar Percy Geraldo Bolsonaro – o nome é uma homenagem ao pai do presidente – e participará da entrega de 2 mil aparelhos auditivos no Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo.

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As agendas devem reforçar o nome de Reis na região. Prefeitos de várias cidades da Baixada Fluminense são esperadas nos dois eventos.

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Bolsonaro e Lula superam adversários em tempo de TV

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Jair Bolsonaro e Lula
Foto: Alan Santos e Ricardo Stuckert

Jair Bolsonaro e Lula

Apesar de ter tido pouco peso no resultado das eleições de 2018, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) saiu vitorioso com apenas 8 segundos no horário eleitoral gratuito, o tempo de TV voltou a ser um ativo eleitoral nas estratégias dos principais partidos na corrida pela Presidência da República. Projeção feita pelo GLOBO, com base na legislação eleitoral, mostra um cenário equilibrado na distribuição deste ano.

Com nove partidos em sua coligação, o ex-presidente Lula (PT) terá o maior tempo entre os candidatos ao Palácio do Planalto, com 3 minutos e 23 segundos em cada bloco de propaganda, o equivalente a 27% dos 12 minutos e 30 segundos do horário eleitoral, que começa a ser exibido em 26 de agosto. O presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem o apoio de PP e Republicanos, terá 2 minutos e 45 segundos, o segundo maior tempo.

Com 22% do total de propaganda na TV, o atual presidente é o que tem, proporcionalmente, o menor tempo entre os chefes do Executivo que tentaram a reeleição desde a redemocratização. O percentual fica distante dos registrados por Fernando Henrique (47%), em 1998, e Dilma Rousseff (45%), em 2014, mas se aproxima do tempo de TV de Lula na disputa pela reeleição em 2006 (29%).

Com PSDB, Cidadania e Podemos em sua coligação, Simone Tebet (MDB) soma 2 minutos e 25 segundos de tempo de TV. Já Soraya Thronicke, mesmo sem coligação, terá acesso a 2 minutos e 14 segundos, puxados pelo peso de seu partido, o União Brasil, na Câmara. Isso porque o número de deputados federais eleitos em 2018 é o principal fator para definir o tempo de cada candidato.

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2018: eleição “atípica”

Em terceiro lugar nas pesquisas, Ciro Gomes (PDT) não conseguiu fechar aliança com nenhum partido e terá apenas 53 segundo de tempo de TV.

Os números ainda podem mudar, se o total de candidatos diminuir ou se houve alteração nas coligações. O prazo para registro dos candidatos e coligações se encerra na próxima segunda-feira.

Os partidos que nas eleições de 2018 não atingiram a cláusula de barreira ficam sem acesso ao horário eleitoral gratuito. São os casos de PMN, PTC, DC, Rede, PCB, PCO, PMB, PRTB, PSTU e UP.

Especialista em campanha política, horário eleitoral e propaganda negativa, o professor Felipe Borba, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), avalia que a TV continua importante, apesar do crescimento das redes sociais, e chama atenção para o efeito especialmente das inserções, propagandas diárias de 30 segundos veiculadas nos intervalos comerciais das emissoras, que pegam os eleitores de surpresa:

“Assistir à televisão é um hábito disseminado entre os brasileiros. A eleição de 2022 é mais normal no sentido que as variáveis como ter fundo eleitoral, tempo de TV e apoio passam a ter importância maior. Nesta eleição, teremos uma disputa entre um presidente e um ex-presidente, em que os eleitores terão que comparar seus governos. O tempo de TV será importante para Lula, que terá um tempo razoável para relembrar como foi seu governo, que está mais distante. Para Bolsonaro, ter menos tempo é uma derrota, mas este é apenas um dos recursos eleitorais disponíveis.”

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Professor de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Sérgio Braga avalia que o cenário de 2018 não vai se repetir, e lembra que Bolsonaro agora é candidato da situação:

“A internet vem ganhando peso crescente. Mas a eleição de 2018 foi atípica. Bolsonaro aproveitou, nas redes, o vácuo provocado pela desinstitucionalização que a Operação Lava-Jato causou. E isso se reproduziu em nível nacional, não só com o presidente. Os dois formatos vão dialogar, o conteúdo produzido para a TV vai conversar e se adequar ao veiculado na internet. Um vai complementar o outro.”

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Fonte: IG Política

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