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Internacional empata com Mirassol no Beira-Rio e se aproxima da Z4

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O Internacional não conseguiu fazer valer o mando de campo e empatou em 1 a 1 com o Mirassol neste domingo, em partida disputada no Estádio Beira-Rio, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado complicou a situação do Colorado na tabela, aproximando-o da zona de rebaixamento.

O Mirassol abriu o placar com Jemmes, mas Ricardo Mathias garantiu o empate para o time gaúcho.

Com este resultado, o Internacional caiu para a 15ª posição, somando dez pontos, apenas um ponto à frente do Grêmio, a primeira equipe dentro da zona de rebaixamento. O Mirassol, por sua vez, se manteve na 12ª colocação, com 11 pontos.

As equipes agora voltam suas atenções para os próximos desafios. O Internacional tem compromisso pela Copa do Brasil nesta quinta-feira (21), às 19h (de Brasília), visitando o Maracanã-CE pelo jogo de volta da terceira fase. Já o Mirassol volta a campo pelo Brasileirão no próximo sábado (24), às 18h30, quando enfrenta o São Paulo fora de casa pela décima rodada.

O Jogo

A partida no Beira-Rio começou com o Mirassol surpreendendo. Logo aos sete minutos do primeiro tempo, em um contra-ataque bem articulado pelo lado esquerdo, Reinaldo cruzou na medida para Jemmes, que finalizou no contrapé do goleiro Anthoni, abrindo o placar para os visitantes.

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O Internacional buscou a reação ainda na primeira etapa e teve uma grande chance de empatar aos 49 minutos, quando Wesley fez boa jogada individual e acertou o travessão.

No segundo tempo, o Colorado aumentou a pressão em busca do empate. O goleiro Walter, do Mirassol, foi um dos destaques da partida, realizando importantes defesas, como a finalização rasteira de Bruno Henrique aos 11 minutos. No entanto, a insistência do Internacional foi recompensada. Aos 31 minutos, Vitão lançou para Ricardo Mathias, que finalizou com força para igualar o marcador no Beira-Rio.

Aos 39 minutos da etapa final, o Internacional chegou a marcar o que seria o gol da virada, mas o lance foi revisado pelo VAR e o tento foi anulado. Apesar da pressão final, o Colorado não conseguiu marcar novamente e o placar de 1 a 1 persistiu até o fim.

FICHA TÉCNICA

INTERNACIONAL 1 x 1 MIRASSOL

Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: 18/05/2025
Horário: às 20h30 (de Brasília)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Assistentes: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA) e Eduardo Gonçalves da Cruz (MS)
VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)
Cartões amarelos: Braian Aguirre e Gustavo Prado (Internacional); Danielzinho, Gabriel, Walter, Lucas Ramon e Matheus Bianqui (Mirassol)
GOLS: Jemmes, aos 7’ do 1°T (Mirassol) / Ricardo Mathias, aos 33’ do 2°T.

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INTERNACIONAL: Anthoni; Aguirre, Vitão, Juninho e Bernabei; Ronaldo, Bruno Henrique (Óscar Romero), Thiago Maia (Gustavo Prado) e Alan Patrick (Luis Otávio); Wesley (Lucca) e Ricardo Mathias (Bruno Tabata). Técnico: Roger Machado

MIRASSOL: Walter; Lucas Ramon (Daniel Borges), João Victor, Jemmes e Reinaldo; Neto Moura, José Aldo (Roni), Danielzinho e Gabriel (Matheus Bianqui); Iury Castilho (Yago Rocha) e Edson Carioca (Cristian Renato). Técnico: Rafael Guanaes

Fonte: Esportes

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Parecer jurídico aponta possível nulidade na criação do “Condomínio LFU” e acende alerta no futebol brasileiro

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Conforme a coluna Lei em Campo, a criação do “Condomínio LFU”, modelo que reúne clubes e investidores para centralizar a venda dos direitos de transmissão do futebol brasileiro, pode enfrentar um dos maiores desafios jurídicos já vistos no esporte nacional. Além do impasse concorrencial já identificado pelo Cade, um novo parecer jurídico obtido pelo Lei em Campo indica que toda a operação pode ser considerada nula, abrindo espaço para consequências profundas e sistêmicas.

Violação da Lei Geral do Esporte

O documento, assinado pelo constitucionalista e professor Wladimyr Camargos, conclui que a cessão dos direitos de arena feita pelos clubes ao Liga Forte União (LFU) viola o artigo 160, §3º da Lei Geral do Esporte, que permite a transferência desses direitos apenas a entidades que regulam a modalidade e organizam competições.

Como o condomínio inclui investidores financeiros externos ao Sistema Nacional do Esporte, o parecer afirma que a operação é incompatível com a legislação vigente — e, portanto, inválida.

Interferência na autonomia esportiva

Camargos sustenta ainda que o modelo fere o artigo 217 da Constituição Federal, que garante a autonomia esportiva. Para ele, permitir que investidores privados influenciem decisões estruturantes do produto “campeonato”, como gestão comercial, audiovisual e exposição da competição, significa criar um agente econômico interferindo de forma indevida na governança esportiva.

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A crítica é baseada na própria LGE, que veda interferências desse tipo por entender que elas podem comprometer a integridade das competições.

Governança da competição é da CBF, diz parecer

Outro ponto central é a lembrança de que a CBF — amparada por seus estatutos e por normas da Fifa e da Conmebol — é a titular natural da competição e responsável pela governança do futebol nacional. A cessão de poderes comerciais por até 50 anos para um investidor privado criaria, segundo o texto, uma espécie de “regulador paralelo”, rompendo princípios tradicionais de unicidade associativa que organizam o futebol mundial.

Esse movimento poderia, inclusive, abrir margem para questionamentos internacionais sobre a estrutura do futebol brasileiro.

Risco concorrencial e possível nulidade contratual

A situação também preocupa o Cade, que já vê indícios de gun jumping — quando uma operação é consumada antes da aprovação do órgão regulador. Caso essa conduta seja confirmada, o parecer aponta que todos os contratos firmados, inclusive os de transmissão, podem ser declarados nulos.

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Clube e investidores ficariam expostos a multas milionárias e a um cenário de profunda insegurança jurídica, com potencial para afetar diretamente a organização da próxima temporada.

Advertência: risco de crise institucional

O parecer termina com um aviso contundente: no formato atual, o LFU enfrenta obstáculos jurídicos expressivos e pode desencadear uma crise institucional no futebol brasileiro. O modelo de liga, segundo o texto, é possível — mas precisa respeitar limites constitucionais, legais e concorrenciais.

Caso ajustes não sejam feitos, o conflito que hoje parece técnico pode se transformar em um embate de grandes proporções.

LFU rebate e defende modelo

Em nota oficial, a Liga Forte União criticou o parecer, classificando-o como uma tentativa de deslegitimar um modelo de negócio considerado legal e benéfico ao futebol brasileiro. Segundo a entidade, o documento faz uso de “interpretações equivocadas e descontextualizadas da legislação”.

A LFU afirma que:

  • Respeita a autonomia esportiva,

  • Segue os padrões de governança do futebol,

  • Cumpre a legislação concorrencial,

  • E tem como objetivo fortalecer e modernizar o futebol do Brasil.

A liga também ressaltou que mantém colaboração permanente com o Cade, enviando informações e esclarecimentos necessários ao andamento do processo.

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