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Casal cria sorvete de baguncinha para celebrar os 307 anos da Capital

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Em comemoração aos 307 anos de Cuiabá, o casal de empresários Ricardo Alexandre e Andréia Araújo criou um sabor exclusivo e inédito: o sorvete de Baguncinha, desenvolvido especialmente para marcar a data. A novidade pode ser conhecida pelo público durante o Festival do Baguncinha, realizado no Parque das Águas, dentro da programação oficial de aniversário da Capital.

A ideia nasceu do desejo antigo de Ricardo, cuiabano raiz e morador do CPA, em homenagear as próprias origens por meio da gastronomia. Criado em uma família com fortes vínculos culturais, com parentes ribeirinhos e produtores de doces caseiros feitos em sítios, ele sempre fez questão de manter sabores regionais no cardápio da sorveteria Bollato, localizada no CPA, bairro que ele define como “uma cidade dentro de Cuiabá”.

“Ele sempre quis desenvolver o sorvete de Baguncinha. Já era uma ideia antiga, mas a gente não conseguia chegar numa combinação ideal”, conta Andréia.

A base do gelato começou com bacon, ingrediente essencial do tradicional sanduíche cuiabano. A intenção era fazer com que, a cada colherada, o cliente tivesse a lembrança imediata do lanche típico. Mas faltava algo para equilibrar a criação.

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Foi então que o casal descobriu o elemento que transformaria a receita: a maionese temperada, adaptada para uma versão doce. “Quando chegamos na formulação da maionese temperada doce, fechou. Ficou perfeito”, explica Andréia. O resultado é um sorvete agridoce, que não é nem excessivamente doce nem salgado, mas que remete fielmente ao sabor marcante do Baguncinha.

Criado especialmente para o aniversário da cidade, o gelato estreou no Festival do Baguncinha, que integra a programação oficial das festividades no Parque das Águas. A celebração começou nesta terça-feira (7) e reuniu mais de 60 mil pessoas já no primeiro dia, com shows nacionais de Dilsinho e da dupla César Menotti & Fabiano.

Nesta quarta-feira (8), data oficial do aniversário de Cuiabá, a programação segue com apresentações de cururu e siriri com os grupos Tradição Cuiabana, Raízes Cuiabanas, Voa Tuiuiú e Coração Tradição Franciscano, além de atrações gospel regionais e do show nacional da Banda Morada. O Festival do Baguncinha,promovido pela Prefeitura em parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, segue até sexta-feira (10), com diversas variedades da culinária cuiabana.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado

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A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.

Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.

A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.

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A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.

O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.

A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.

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Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.

Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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