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POLITÍCA NACIONAL

Comissão debate curso para enfrentamento do racismo estrutural

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A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados promove, nesta terça-feira (10), um debate sobre o lançamento do curso “Educar para Reparar: Orçamento Público e Educação Antirracista”, que busca enfrentar o racismo estrutural e fortalecer a justiça orçamentária na educação.

A audiência pública atende a pedido da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS). O debate será interativo e está marcado para as 16 horas, em local a ser definido.

O curso é uma iniciativa da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em parceria com a União de Negras e Negros pela Igualdade (Unegro), e conta com o apoio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação.

Seu objetivo é formar agentes públicos, educadores, ativistas e lideranças comunitárias para a atuação crítica e transformadora na elaboração e fiscalização de orçamentos públicos voltados à promoção da equidade racial na educação. O curso, que teve início em maio, é gratuito, com aulas online, e encontros presenciais em cinco cidades brasileiras: Porto Alegre, São Paulo, Brasília, Porto Seguro e Salvador.

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“A proposta formativa baseia-se na pedagogia popular, na articulação entre ensino, pesquisa e extensão, e responde à histórica exclusão da população negra das políticas públicas estruturantes no Brasil”, explica Daiana Santos. “Além disso, sua primeira etapa teve início no estado do Rio Grande do Sul, marcado recentemente por uma tragédia climática que afetou majoritariamente a população negra e periférica”, acrescenta.

A deputada ressalta que é fundamental a comissão lançar o curso oficialmente para dialogar com os idealizadores e reconhecer a experiência como uma referência para futuras políticas públicas.

Da Redação – MB

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Comissão aprova regras nacionais de segurança para escolas de natação infantil

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A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7119/25, que estabelece diretrizes nacionais de segurança, prevenção de acidentes e primeiros socorros em escolas de natação para crianças.

A proposta determina que esses estabelecimentos devem contar permanentemente com profissionais habilitados e capacitados especificamente para o público infantil. O texto também define limites técnicos de quantidade de crianças por instrutor para garantir uma supervisão individualizada e contínua.

Pelo projeto, as academias e escolas de natação deverão dispor de equipamentos de segurança aquática e manter um plano de emergência estruturado para casos de afogamento ou mal súbito. As regras de infraestrutura incluem a obrigatoriedade de pisos antiderrapantes, cercamento de piscinas e controle rigoroso de acesso às áreas aquáticas. Além disso, os profissionais deverão realizar treinamentos periódicos em técnicas de ressuscitação cardiopulmonar.

O autor da proposta, deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), argumenta que a falta de diretrizes nacionais uniformes contribui para diferenças de padrão entre as escolas.

O relator, deputado Luiz Lima (Novo-RJ), que é ex-atleta olímpico e formado em Educação Física, defendeu o projeto por considerar que o ambiente aquático exige protocolos rigorosos. “A piscina é espaço de aprendizado, disciplina e superação, mas também exige preparo técnico, supervisão constante e protocolos rigorosos de segurança, sobretudo quando se trata do público infantil”, pontuou.

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O texto aprovado contém apenas uma mudança técnica sugerida pelo relator, que excluiu o prazo fixo de regulamentação, permitindo que o Poder Executivo estabeleça livremente os critérios para a fiscalização da lei.

Estabelecimentos que não seguirem as novas diretrizes estarão sujeitos a sanções administrativas, civis e penais.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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