CUIABÁ
“HMC é um hospital público de primeiro mundo”, diz produtora de eventos que recusou transferência para uma unidade privada
CUIABÁ
A produtora de eventos Adriana Cristina da Silva, 41 anos, comparou o atendimento do Hospital Municipal de Cuiabá e Pronto-Socorro “Dr. Leony Palma de Carvalho” – HMC com o de um hospital privado. Ela foi internada no HMC dia 05 de agosto e recusou transferência para uma unidade particular. “O HMC é um hospital público de primeiro mundo”, avaliou Adriana, moradora do bairro Quilombo em Cuiabá.
A paciente foi trazida para o setor de Urgência e Emergência do HMC, via Serviço de atendimento Móvel ao Usuário – SAMU, por complicações da doença de Crohn, que é uma doença inflamatória do trato gastrointestinal. Adriana deu entrada em estado grave com fortes dores e sintomas de diarréia, cólica abdominal, febre, falta de ar, corpo dormente, sangramento retal e inflamação no trato gastrointestinal.
Segundo o médico e diretor-técnico do HMC, Vinicius Gatto, Adriana ficou 19 dias na Unidade de Terapia Intensiva – UTI. “A paciente realizou cirurgia no intestino e também foi necessária sessões de hemodiálise. Ela foi acompanhada por cirurgião geral, nefrologista, cardiologista e equipe multidisciplinar. Com a evolução do quadro clínico, Adriana saiu da UTI no dia 24/08 para a enfermaria e no dia 26/08 recebeu alta médica para continuar o tratamento em casa”, explicou.
Segundo Adriana, o tratamento recebido no HMC foi excepcional. “Optei continuar meu tratamento aqui, pois fui muito bem cuidada e não vi necessidade de ir para outra unidade hospitalar. Agradeço muito meu atendimento, toda a equipe é competente e foi sensível e humana comigo”, pontuou.
“Meu pai comentou que meu filho Lorenzo, 8 anos, chorava muito por conta da minha ausência. Ele estava com febre e não conseguia dormir à noite, pois achava que eu tinha morrido. Então fiquei muito nervosa, e a equipe do HMC foi tão sensível com o meu sofrimento, que preparou uma surpresa. Recebi em outra sala do hospital a visita humanizada do meu filho. A psicóloga acompanhou tudo e prestou auxílio para nós. A visita foi rápida, mas valiosa. Ele ficou tranquilo quando me viu e eu também. Agradeço muito esses profissionais maravilhosos que pensaram no meu bem-estar emocional. Depois da visita, minha saúde melhorou, e no dia seguinte saí da UTI e fui para a enfermaria”, relatou Adriana.
Na enfermaria, Adriana continua com uma dieta específica para pessoas com doença de Crohn. “Estou recebendo todo o atendimento que eu preciso. Tenho a convicção que o poder público municipal está fazendo a sua parte. O HMC tem uma estrutura surpreendente, e profissionais solidários que choraram comigo e que também vibraram com minha alegria”, comentou a paciente.
Paulo Rós, diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública – ECSP, que gere o HMC sob a gestão do prefeito Emanuel Pinheiro, explica que a unidade hospitalar possui uma equipe ampla e preparada para dar todo o suporte que o paciente necessita. “São muitas especialidades médicas e equipamentos modernos para os usuários do Sistema Único de Saúde – SUS. Além dos profissionais, instruídos a trazerem humanização e apoio aos pacientes internados”, enfocou.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT
CUIABÁ
Prefeitura de Cuiabá remove sete toneladas de lixo de condomínio interditado por risco à saúde pública
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), retirou, em dois dias de trabalho, sete toneladas de lixo da área externa de um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. O imóvel foi interditado preventivamente durante a Operação Escudo Urbano por representar risco à saúde pública.
A limpeza contou com uma força-tarefa formada por 15 agentes de conservação e um operador de roçadeira da Limpurb. A execução dos serviços foi acompanhada por um profissional de segurança do trabalho da empresa, garantindo a adoção das medidas necessárias para a proteção das equipes durante a ação.
A operação envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Limpurb, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.
A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa intervenção”, destacou.
O imóvel foi alvo de três ações fiscais ao longo de 2025, incluindo notificações para que o responsável realizasse a limpeza e a manutenção da área diante dos riscos estruturais constatados. Como as determinações não foram cumpridas, foi necessária a adoção da interdição preventiva. A medida, amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5), regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos que apresentem risco iminente, conforme previsto na Lei Complementar nº 589/2025.
Durante a Operação Escudo Urbano, a fiscalização lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado em razão da falta de limpeza do lote, da existência de criadouros de vetores e do abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. O segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido devido à existência de criadouros de vetores, ao abandono do imóvel, ao grave risco estrutural e à utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.
A Vigilância em Saúde Ambiental identificou condições favoráveis à proliferação de pombos, escorpiões, morcegos e mosquitos transmissores de doenças como dengue, zika e chikungunya. No local, foram realizadas ações para eliminar abrigos e focos que favoreciam a permanência desses animais, além do recolhimento de amostras para análise laboratorial e identificação de possíveis riscos à saúde.
A Defesa Civil de Cuiabá emitiu laudo técnico confirmando o comprometimento estrutural das edificações. Durante a vistoria, foram identificados 30 imóveis, vários deles com estruturas avariadas e em precárias condições de conservação. Um relatório técnico será elaborado para subsidiar a atuação da Procuradoria-Geral do Município quanto à responsabilização do proprietário, diante da necessidade de intervenções nas edificações deterioradas.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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