JURÍDICO
OAB atua por continuidade de serviços durante greve no INSS
JURÍDICO
O Conselho Federal da OAB enviou, nesta quarta-feira (23/3), um ofício ao presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), José Carlos Oliveira, e ao procurador-geral federal do órgão, Virgílio Ribeiro de Oliveira, com pedido de informações sobre as providências que o órgão está tomando para manter o atendimento à advocacia e ao público durante a greve de servidores anunciada para ter início nesta quarta-feira. O ofício é uma iniciativa conjunta da OAB, Defensoria Pública da União (DPU) e Ministério Público Federal (MPF).
“Queremos assegurar que a paralisação não ocasione ainda mais prejuízos aos beneficiários e aos seus advogados, que já lidam com longas filas e espera. A OAB cumpre, portanto, sua dupla função de atuar em favor da sociedade e da advocacia”, afirmou o presidente nacional da entidade, Beto Simonetti.
O vice-presidente nacional da OAB, Rafael Horn, lembra que, em 2021, houve uma paralisação que prejudicou a advocacia e também os cidadãos. “Não podemos ter isso repetido agora. A OAB está aberta ao diálogo, atenta à proteção dos direitos sociais e vigilante em relação às prerrogativas das advogadas e advogados”, disse Horn.
Bruno Baptista, presidente da Comissão Especial de Direito Previdenciário, ressalta que a grande preocupação da OAB, MPF e DPU é com o segurado da Previdência Social, que não pode ter o atendimento prejudicado em razão do estado de greve dos servidores. “Já existe uma grande fila de espera virtual para a análise de benefícios e esta situação do cidadão, na maioria das vezes hipossuficiente, que aguarda a concessão de um benefício, não pode ser ainda mais agravada”, afirmou.
A vice-presidente da Comissão Especial de Direito Previdenciário e conselheira federal por Santa Catarina, Gisele Kravchychyn, afirma que a preocupação da Ordem é “que o atendimento aos segurados e à advocacia não seja afetado de maneira muito brusca pela greve, em especial porque são muitas pessoas aguardando análise de benefícios ou revisão”.
Requerimentos
O ofício enviado nesta quarta-feira ao INSS considera que o anúncio da nova paralisação, por tempo indeterminado, agrava o passivo de processos que aguardam conclusão de análise (mais de um milhão) pelo INSS, a previsão de retorno dos atendimentos espontâneos nas agências da Previdência Social para 4 de abril e a exclusividade dos serviços prestados pela Previdência Social e a essencialidade, em face do caráter alimentar dos benefícios previdenciários e assistenciais (BPC).
Desta forma, a OAB, o MPF e a DPU pedem “o fornecimento dos esclarecimentos, com a urgência que o caso requer”. Os questionamentos são:
1) Quais as medidas administrativas e judiciais adotadas, por essa Autarquia e pela Procuradoria Federal Especializada, para a manutenção do quantitativo mínimo de peritos médicos necessários ao atendimento dos beneficiários?
2) Atualmente, qual o tempo médio de espera, por Superintendência Regional, para a conclusão de análise dos requerimentos administrativos?
Pela OAB Nacional, assinam o ofício o presidente e o vice-presidente da instituição, Beto Simonetti e Rafael Horn, respectivamente. Pelo MPF, as procuradoras regionais da República e representantes da 1ª CCR Previdência e Assistência Social, Zélia Luiza Pierdoná e Cristiana Koliski Taguchi são as signatárias. E, por fim, a defensora pública federal e coordenadora da Câmara de Revisão e Coordenação Previdenciária, Fernanda Hahn, e a defensora pública federal e defensora regional de Direitos Humanos no Rio de Janeiro, Shelley Duarte Maia assinam pela DPU.
Atuação permanente
Em fevereiro deste ano, OAB, DPU e MPF já haviam manifestado preocupação com o possível prejuízo aos beneficiários durante a paralisação dos peritos médicos da Previdência, marcada para 8 e 9 de fevereiro. Desde fevereiro, os órgãos fazem alertas quanto ao risco de prejuízos e afirmam que, em 31 de janeiro, houve violação ao princípio da continuidade do serviço público, diante da essencialidade das atribuições exercidas pelos peritos médicos federais, bem como do noticiado pela ANMP de que a adesão foi “de cerca de 90% dos servidores”.
ARTIGOS
Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória
A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.
É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.
Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.
A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.
É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.
Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.
À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.
Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.
Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT
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